Departamento de Educação Infantil
 
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Projeto Político Pedagógico - Educação Infantil
 
Diagnóstico da realidade existente: Num primeiro momento o real (realidade histórica-cultural-política-social), e em outro momento o ideal (o que desejamos, quais as ações...). Olhar que temos sobre a escola da qual trabalhamos, pesquisa de campo, e a partir dos dados levantados, lutar pela construção – a qual implica na coletividade – a “força”, desde a servente, merendeiras, pais, professores, alunos, enfim todas as relações que implicam no cotidiano escolar, levando em conta a especificidade (meios, receios, desejos...). Assim sendo, o P.P.P. é o retrato da realidade da escola construída por todos, sendo uma intencionalidade!

Este é um momento de reflexão importante para os professores, pois cada professor de acordo com a sua “criatividade”, irá levar em conta a sua experiência, através das trocas, refletir sobre a Ação Pedagógica!

A Educação Infantil não é escolarizante, acima de tudo deve proporcionar sim à CRIANÇA AVIVER A SUA INFÂNCIA!

Toda Proposta Pedagógica é resultado de um processo dialético: fazer, refazer, pensar, repensar! Ação-reflexão-ação! É um instrumento teórico-prático que possibilita revelar o encaminhamento cotidiano de trabalho na Ed. Infantil:

  • ponto de partida e não de chegada:
  • a eficácia do projeto não depende do “papel”, mas sim do desejo de ações das pessoas;
  • a responsabilidade depende do envolvimento de todos os autores da educação. A qualidade depende da participação efetiva de todos;
  • criar uma atmosfera diferente, mexer com a alma da própria escola, onde todos sintam-se seduzidos a transformar!
  • comunicar-se é essencial, pois é ser companheiro em todo o processo, para que haja uma adesão voluntária e não por obrigação!
  • credibilidade, responsabilidade, legitimidade;
  • referencial teórico;
  • trabalhar em regime de colaboração;
  • acompanhamento de participação, avaliação constante;
  • é um processo que exige diálogo, reavaliação constante da prática pedagógica e administrativa.
  • a proposta pedagógica entendida como processo deve proporcionar momentos de profundo estudo e discussões das teorias e todas as atualidades referentes a educação, aprimorando assim, o desenvolvimento intelectual dos profissionais envolvidos, bem como todas as decisões deverão passar por momentos de trocas de idéias, sugestões, e chegando a um consenso, promovendo assim o ato democrático na educação.

Em todo este processo se faz necessário, pensar e procurar por em prática os 4 Pilares da Educação, EDUCAR para: Aprender a CONHECER – FAZER – CONVIVER – SER – REFLEXÕES: - o que é ser criança?

  • o que uma criança nos dias de hoje precisa aprender?
  • Por que vão aprender estas coisas?
  • Quais os conteúdos relevantes, necessário?

No ano de 1998, os profissionais da Educação Infantil construíram a SISTEMATIZAÇÃO DAS AÇÕES DA REDE MUNICIPAL, a partir das discussões realizadas nos encontros de professores, do levantamento das respostas dos pais em relação a pesquisa: Qual é o papel dos pais na educação de seus filhos? Através da reflexão-ação-reflexão, foi possível produzir esta proposta de trabalho para a rede, tendo-a como subsídio na ação pedagógica. Este foi um momento, fazer- acontecer na Educação Infantil, e que é de suma importância estar lendo, refletindo, criando, assim as propostas das escolas, baseado neste material pedagógico, que se resume na Reflexão do processo, que se chama Educação Infantil, revelando experiências, movimentos, enfim é VIDA!

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO em três momentos:

1º Momento: DIAGNÓSTICO: O que somos?

1. Identificação

1.1. Nome da escola
1.2. Localização
1.3. Aspectos legais de sua criação e/ou transformação.
1.4. Níveis ou modalidades de ensino que oferece.
1.5. Número de alunos, divididos por idades
1.6. Origem da clientela atendida (situação sócio-econômica-cultural-política das famílias – profissão dos pais, tipo de habitação, nível da instrução, renda, brincadeiras, doenças...).

1.7. Relação dos recursos humanos: especificar cargos e funções, habilitação e níveis de escolaridade dos profissionais atuantes na instituição.

1.8. Histórico da escola – mediante pesquisa de campo a construção da identidade da escola, sua origem e evolução.

  • Como teve início esta trajetória?
  • Como é nossa escola?
  • O que fazer?
  • Como Fazer?
  • Diagnóstico da realidade.
  • Rever constantemente o cotidiano escolar.

    Sugestão de questionário:

  • Origem de suas famílias;
  • O porquê do nome do bairro;
  • O bairro antigamente seu crescimento, evolução;
  • Dados populacionais, nª de famílias, vindos de onde, nª de crianças, gestantes...
  • Expectativa de vida
  • Grau de escolaridade
  • Dados econômicos;
  • Renda familiar;
  • Estado Civil das famílias;
  • Entidades organizadas na comunidade – dizer como são...
  • Valores sociais: saúde, dinheiro, religião...levantar os aspectos considerados importantes.
  • Serviços públicos: Escola – coleta de lixo – posto de saúde – telefone público – transporte coletivo...
  • Saneamento básico: origem da água – condições de uso – esgoto
  • Aspecto econômico: Indústria – comércio – Agropecuária
  • Situar a escola no momento – Um texto
  • Histórico
2º Momento: ANÁLISE E CRIAÇÃO COLETIVA - PROJETAR
  • 2. Finalidade da Educação Infantil
    Cuidar/Educar – LDB – Aspectos- Sociais, econômico e político da Educação Infantil.
  • 3. Objetivos
    Em relação ao desenvolvimento e aprendizagem infantil, suas especificidades, envolvimento de pais e de segmentos da comunidade, metodologia adequada., e coerência entre teoria e prática.
  • 4. Fundamentação Teórica
    Após o diagnóstico se faz necessário a busca da fundamentação teórica para orientar a ação educativa. Alguns questionamentos:

- Concepção de Sociedade
- Concepção de Educação
- Concepção de Criança
- Concepção de Escola
- Concepção de Currículo
- Como é o processo de planejamento da escola e como isso é registrado e avaliado?
- Que tipo de relação nossa escola quer manter com a comunidade local? PAIS, como será esta relação?
- Que profissionais temos, e queremos? De que profissionais precisamos?

Estas questões resumem em um quadro: Escola que temos - Escola que queremos

Todas as discussões realizadas de forma clara e objetiva, resultam em uma identidade, linha de ação seguida por todos os envolvidos, sendo a FILOSOFIA da escola:

    Como está a escola hoje?
    Como deveria ser a escola? Ou que distância estamos do desejado?
    Ações: O que fazer?
    Como vemos o mundo hoje?
    Que pessoas desejamos formar?

3º Momento: Metodologia
É o momento de pensar nas INTERVENÇÕES – que AÇÕES ?

Neste momento pensamos, refletimos, e agimos em relação à organização do trabalho pedagógico, baseado na fundamentação teórica realizada nos estudos para o desenvolver do trabalho da Educação Infantil :

Como serão trabalhadas as linguagens oral, gestual, corporal, teatral, musical, matemática e escrita.
Como será desenvolvida as atividades relacionadas as brincadeiras? Brincadeira – atividade social da infância. Brincando a criança interage, imagina, troca, experimenta, investiga e amplia seus conhecimentos.

  • Organização dos espaços físicos.
  • Reuniões de Pais.
  • Reuniões Pedagógicas.
  • Formação Continuada.
  • Projetos: são realizados projetos? Quais? Como?
  • Como se organiza o CURRÍCULO ESCOLAR?
  • Segundo FORQUIN (1993), o currículo é entendido não somente como prescrição

(percurso educacional, programa de atividades, organização da escola, condução da rendizagem), mas também como idéias ligadas à execução, indicando aquilo que objetivamente acontece ao aluno como resultado da escolarização enquanto experiência vivida.

Segundo SILVA (1995), mais recentemente, o currículo constitui-se, portanto, como o núcleo do processo institucionalizado de Educação.

MOREIRA & SILVA (1995, P.7-8), ... O currículo está implicado em relações de poder, o currículo transmite visões sociais particulares e interessadas, o currículo produz identidade individuais e sociais particulares. O currículo tem uma história, vinculada às formas específicas e contingentes de organização da sociedade a da educação.

“A inclusão dos Projetos de Ensino, no currículo formal da escola, evidenciam o rompimento de um olhar restrito de escolarização e identificam os avanços na resignificação de valores, conceitos e representações que passaram a fazer parte no contexto do Projeto Político Pedagógico.” (Clarice Dirschnabel, Construindo a Rede do Projeto`Político Pedagógico: Fios trançados da Avaliação e da Participação,2000)

Diante destas discussões, cabe a escola preocupar-se com o CONHECIMENTO, o CONTEÚDO a ser trabalhado, pois através do currículo são legitimadas formas de organização da sociedade, estabelecendo o que é válido e o que não é, o que é certo e o que é errado, o que o que é moral ou imoral, o que é bom ou mau etc.

Se, então o currículo implica em expressões de interesse, na maior parte das vezes conflituosos e difíceis, e se historicamente, temos vivido um currículo que foi sendo determinado em função de uma organização disciplinar sendo naturalizado na escola e, com interesses, valores, formas de pensar, é necessário retomar estas reflexões no cotidiano escolar para que de fato possamos nos retornar sujeitos no processo educacional.

AVALIAÇÃO:
Descrever como acontece o processo – a questão legal (LDB) – a coerência com a Proposta Pedagógica...

Fundamentação Teórica...

REGIMENTO ESCOLAR
BIBLIOGRAFIA
ANEXOS

O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO da escola é construído com o envolvimento de todos, pela discussão, análise, e posicionamento, e se organiza a nível pedagógico e político. Político, porque intencionamos a formação de um determinado tipo de concretização desta intencionalidade. Pedagógico, porque efetivamos estas concepções através da ação educativa, que deve nos remeter a uma reflexão sobre a relação do homem no mundo e com o mundo e a explicação destes determinantes.

A Professora Clarice Dirschanabel, em algumas palavras, descreve um pouco de sua experiência de vida na construção do Projeto Político Pedagógico: “ O aprender a ser na escola, exigiu por parte dos professores, alunos, pais e demais pessoas da comunidade escolar, a competência de um diálogo contínuo permeado por uma convivência plural. O aprender a escola exigiu por parte de todos, uma aprendizagem solidária, cuja humildade foi reconhecer que nem tudo era possível.” (Dissertação do Mestrado – Mestrado em Educação – Currículo)

Toda esta estrutura está baseada na fala de ANA LÚZIA, PEDAGOGA, Técnica da Secretaria de Estado da Educação e do Desporto de Santa Catarina e a professora CLARICE DIRSCHANABEL, MESTRE EM EDUCAÇÃO-CURRÍCULO.

 
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