| |
|
| 1
- INTRODUÇÃO |
|
A escola,
como parte integrante da sociedade que se encontra em profundas
transformações, vem hoje cada vez mais sentindo a
necessidade de elaborar formas de trabalho que estejam atendendo
cada vez mais às exigências do mundo moderno.
É
de fundamental importância a construção de um
Projeto Político Pedagógico que atenda as leis vigentes,
no entanto sem perder de vista seus próprios objetivos.
Esses objetivos devem estar sempre pautados numa visão de
educação que busque a melhoria da qualidade de vida
de seus integrantes, num trabalho participativo, comunitário
e humanitário, preparando o educando para o exercício
de seus direitos e o cumprimento dos deveres.
Com
base nesses pressupostos, através de uma construção
participativa onde pudemos contar com anos de experiência
e vivência nessa comunidade por parte de vários profissionais
que aqui atuam, elaboramos nosso Projeto Político Pedagógico,
documento este que irá nortear toda a prática pedagógica
exercida na EEFOM.
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|
| 2
- JUSTIFICATIVA |
| A
elaboração de um projeto político - pedagógico
é um desafio à escola pública, que até
hoje vem realizando seu trabalho pautada em orientações
advindas das secretarias de educação.
O Projeto
Político Pedagógico da escola pode ser entendido como
processo de mudança e de antecipação do futuro
que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação
para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas
pela escola como um todo. Sua dimensão político-pedagógica
pressupõe uma construção participativa que
envolve ativamente os diversos segmentos escolares. Ao desenvolvê-lo,
as pessoas ressignificam suas experiências, refletem suas
práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam
seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, dão sentido
aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades,
estabelecem novas relações de convivência e
indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas
de ação. Esse movimento visa à promoção
da transformação necessária e desejada pelo
coletivo escolar e comunitário.
Nesse
sentido, o projeto político pedagógico é práxis,
ou seja, ação humana transformadora, resultado de
um planejamento dialógico, resistência e alternativa
ao projeto de escola e de sociedade burocrático, centralizado
e descendente. Ele é movimento de ação-reflexão-ação,
o qual enfatiza o grau de influência que as decisões
tomadas na escola exercem nos demais níveis educacionais.
Com
base no pressuposto de que cada escola busque desenvolver seu próprio
Projeto Político Pedagógico e que seja obra comum
de todos os membros envolvidos, considera-se que o projeto:
- desenhe o perfil da escola e que seus membros , ou seja, alunos,
professores e funcionários estejam envolvidos no processo
educacional;
- considere todos os aspectos (político, econômico,
cultural e social) de todos os membros envolvidos nesse processo,
que são fatores fundamentais de regência de comportamento.
- consolide a escola como lugar de efetiva promoção
de cultura e construção do conhecimento;
A importância
de elaborar um projeto político - pedagógico está
implícita na própria função da escola
como ambiente de crescimento, de mudança social. E esta função
deve ser de conhecimento da comunidade em que está inserida
a escola, incluindo sua contextualização.
No entanto, ter um projeto político - pedagógico implica
muito mais do que delinear propostas de trabalho, planejamento,
avaliação, objetivos e mudanças a serem efetuadas.
Implica numa mudança de postura dos profissionais da educação
frente aos conceitos tradicionais de conhecimento, frente ao educando,
que passa a ser participante do processo, frente aos paradigmas
presentes até hoje na educação e que regem
nossa prática pedagógica.
A escola embora
condicionada socialmente, deve iniciar algumas mudanças,
provocar rupturas, estabelecer novos objetivos políticos
que vincule o seu compromisso com a comunidade, delineando claramente
a questão do sentido da escola, sua função,
sua finalidade, propiciando a construção significativa
do conhecimento, da autonomia, da autoconfiança nos seus
educandos.
Como a escola realiza um trabalho comunitário, transfere
para o projeto político pedagógico o compromisso de
uma construção coletiva, envolvendo, pais, o corpo
docente e discente deste processo.
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|
| 3
- OBJETIVO GERAL |
|
Encaminhar
uma proposta pedagógica que esteja de acordo com a realidade
da comunidade escolar, ou seja, que o trabalho pedagógico
realizado em nossa escola parta do pressuposto de que o aluno que
freqüenta nossas salas de aula é um sujeito histórico,
que se constrói a partir de suas relações com
o meio em que vive, e que este meio do qual a escola faz parte determina
fundamentalmente seu comportamento frente à socialização
com o mundo e a construção de seus conhecimentos.
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|
| 4
- IDENTIFICAÇÃO |
| NOME:
Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche
ENDEREÇO: Rua Rodolfo Steffen nº 182
Bairro
Steffen Cep: 88350 - 250
FONE: ( 0XX47) 355- 3263
DATA DE FUNDAÇÃO: 12 de maio de 1966.
INSTITUIÇÃO: Integrada a Rede Pública Municipal
de Educação
FUNCIONAMENTO: através do decreto nº 29/66
ATENDIMENTO: 1ª à 8ª série do Ensino Fundamental
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: matutino -7h 30m às 11h30m
Vespertino
- 13h às 17h.
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|
| 4.1
- Histórico Da Escola |
Fundada em 1966, inicialmente como Escola Mista Municipal Modelo
Lions Clube Companheiro Oscar Maluche. Foi construída pelo
Lions Clube em parceria com a Prefeitura Municipal, cujo prefeito
na época era o Sr. Antônio Heil.
Em 19 de
abril de 1983, a Escola Mista Municipal Modelo Lions Clube Companheiro
Oscar Maluche passou a Escola Básica, com o mesmo nome.
A partir do ano de 2002, as escolas da Rede Municipal passaram de
Escola Básica a Escola de Ensino
Fundamental, sendo que a denominação atual é
Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche.
A primeira
professora do referido educandário foi a Srta. Marlete Coelho.
Para aumentar
a matrícula, a dedicada professora fez campanha, percorrendo
as residências. Teve pleno êxito, tanto que foi necessário
contratar mais uma professora.
A primeira
diretora foi Maria de Lourdes Rocha e após algum tempo foi
designada a Sra. Tereza Clara Riffel.
Em 1977,
o Sr. Ervim Fucks doou um terreno à Prefeitura , para que
ali se construísse um novo prédio para abrigar o número
de alunos que a cada ano aumentava.
O Sr. Alexandre
Merico, então prefeito, construiu no terreno doado , um prédio
com 4 salas de aula e banheiros.
Em 19 de
abril de 1983, a Escola Mista Municipal Modelo Lions Clube Companheiro
Oscar Maluche passou a Escola Básica, com o mesmo nome, sendo
sua primeira diretora a Sra. Ivanete Franco Zucco, que permaneceu
no cargo até o ano de 1996.
A primeira
turma formou-se na 8ª série no ano de 1987, com 21 alunos.
O número de alunos matriculados foi crescendo ano a ano.
Na época, José Celso Bonatelli, prefeito municipal,
mais precisamente em dezembro de 1984, inaugurou a ampliação
do prédio escola, com mais 4 salas de aula e secretaria.
Em 1991,
Ciro Marcial Rosa, prefeito, atendendo aos apelos da comunidade,
autorizou mais uma ampliação da parte física
do prédio, sendo que em 3 de agosto de 1991, inaugurava mais
4 salas de aula.
No ano 2000, a escola , sob a direção da professora
Osnita Aparecida Kuneski Teixeira desde o ano de 1997, inaugurou
a reforma da quadra de esportes localizada próxima à
escola, reforma esta realizada pela Prefeitura Municipal, gestão
do Sr. Hilário Zen.
Atualmente,
a Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche
(EEFOM), conta com 10 salas de aula, 1 secretaria, 1 sala para a
Orientação Pedagógica, 1 cozinha, 1 sala de
Educação Física, 1 sala informatizada (ESPIN),
1 sala de professores, galpão coberto, banheiros e biblioteca.
Conta com 47 funcionários que auxiliam o andamento da escola
, convivendo num clima de cordialidade.
A escola
atende cerca de 500 alunos, distribuídos em 2 turnos (matutino
e vespertino), com Ensino Fundamental de 1ª à 8ª
série.
A EEFOM conta
com o apoio dos pais através da APP (Associação
de Pais e Professores), cujo empenho é digno de elogios e
ainda desenvolve atividades com o clube de Mães.
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|
| 4.1.1
- Quadro das Séries da Escola EEFOM - 2003 |
| |
| ANO |
SÉRIE |
| |
1ª |
2ª |
3ª |
4ª |
5ª |
6ª |
7ª |
8ª |
| 1996 |
45 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
| 1995 |
7 |
25 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
| 1994 |
2 |
11 |
32 |
- |
- |
- |
- |
- |
| 1993 |
-
|
1 |
16 |
30 |
2 |
- |
- |
- |
| 1992 |
-
|
1 |
4 |
8 |
35 |
- |
- |
- |
| 1991 |
-
|
-
|
- |
2 |
7 |
27 |
- |
- |
| 1990 |
-
|
-
|
- |
3 |
7 |
12 |
36 |
1 |
| 1989 |
-
|
-
|
- |
- |
7 |
9 |
16 |
44 |
| 1988 |
-
|
-
|
- |
1 |
- |
5 |
9 |
20 |
| 1987 |
-
|
-
|
- |
- |
1 |
1 |
4 |
12 |
| 1986 |
-
|
-
|
- |
- |
- |
- |
2 |
3 |
| 1985 |
-
|
-
|
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
| 1984 |
-
|
-
|
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
| Total |
54 |
38 |
52 |
44 |
59 |
54 |
67 |
82 |
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|
| 4.1.2
- Atual Quadro De Funcionários: |
|
| Nome |
Cargo |
Função |
Nível |
Carga
Horária |
Situação
Funcional |
| Aldo
Antunes da Luz |
Professor |
Profº.
|
IV
|
30
|
ACT |
Andréa
da Rosa Luz
|
Professora |
Profª
|
IV
|
40
|
Efet. |
| Carmem
S. F. da Conceição |
Servente |
Servente
|
I
|
40
|
ACT |
Cláudio Roberto Muller
|
Professor |
Instrut.
|
III
|
10
|
ACT |
Clícia
Helena Zimermann
|
Professora |
Profª
|
-
|
14
|
ACT |
Daniela
Domingos Oneda
|
Servente |
Servente
|
-
|
40
|
Efet. |
Darcy
Meire de Morais
|
Professora |
ESPIN
|
IV
|
20
|
ACT |
Denise
C. de Mesquita Dick
|
Professora |
Profª
|
III
|
32
|
ACT |
Elizabeti
G. Schvambach
|
Professora |
Orient.
|
IV
|
40
|
ACT |
Fernanda
Domingos
|
Professora |
Profª
|
I
|
20
|
ACT |
Fernando
Luiz Merizio
|
Professor |
Profº
|
I
|
08
|
ACT |
| Gisele
Evangelista |
Professora |
Profª |
I |
15 |
ACT |
| Helio
Pruner |
Professor |
Profº
|
III
|
30
|
ACT |
Iara
Canto Garzon
|
Professora |
Profª
|
V |
21 |
ACT |
Ivana
R. Penk Bottamedi
|
Professora |
Profª
|
III
|
10
|
Efet. |
| José
Evilásio Dietrich |
Instrutor |
Futebol
|
I
|
40
|
ACT |
José
Luís Dalcastagne
|
Professor |
Profº
|
III
|
10
|
ACT |
Juliano
da Silva
|
Professor |
Profº
|
III
|
08
|
ACT |
Lúcia
Erthal
|
Professora |
Profª
|
IV
|
40
|
ACT |
Lúcia
Francisco Cipriano
|
Professora |
Profª
|
IV
|
40
|
Efet. |
Lucinéia
Apª Curilaso Lyra
|
Professora |
Profª
|
I
|
30
|
ACT |
Luiz
Armando Gulini
|
Professor |
Profº
|
IV
|
20
|
Efet. |
Luzia
Rech Novello
|
Servente |
Servente
|
-
|
40
|
ACT |
Marcelo
Bizari
|
Professor |
Profº
|
-
|
40
|
ACT |
Márcia
E. dos S. Calheiros
|
Professora |
Profª
|
III
|
10
|
ACT |
Maria
de Fatima V. Nogueira
|
Servente |
Servente
|
-
|
40
|
ACT |
Maria
Ivone Crespi Noldin
|
Professora |
Profª
|
IV
|
09
|
ACT |
Maria
Izabel Archer Bolda
|
Professora |
Biblioteca
|
III
|
09
|
ACT |
Maria
Luísa F. Ghislandi
|
Professora |
Secret.
|
IV
|
40
|
Efet. |
Maria
Neuza dos S. Klann
|
Servente |
Servente
|
I
|
40
|
ACT |
Mª
Teresinha de M. Eccel
|
Professora |
Profª
|
III
|
20
|
ACT |
Nadir
Silvério Gonçalves
|
Servente |
Servente
|
-
|
40
|
ACT |
Osnita
Apª. Kuneski Teixeira
|
Professora |
Diretora |
IV
|
40 |
ACT |
Regina
Maria M. Machado
|
Professora |
Profª
|
I
|
40
|
Efet. |
Rosana
Paza
|
Professora |
Profª
|
V
|
14 |
ACT |
Rosane
Feltrin
|
Professora |
Profª
|
III
|
35
|
Efet. |
Roseli
de Souza
|
Servente |
Servente
|
I
|
40
|
ACT |
Rosélis
Marguit Penk
|
Professora |
Profª
|
I
|
20
|
ACT |
Rosimeri
Merizio
|
Professora |
Profª
|
IV
|
40
|
ACT |
Rosinei
Ana Cugik dos Reis
|
Professora |
Profª
|
I
|
20
|
ACT |
Sonia
Santoro
|
Professora |
ESPIN
|
IV
|
40
|
ACT |
Tânia
Sueli M. Rodrigues
|
Professora |
Orient.
|
IV
|
20
|
Efet. |
Thaise
R. Ferraz
|
Professora |
Profª
|
I
|
07
|
ACT |
Ticiane
Fantini Shaeffer
|
Professora |
Profª
|
IV
|
20
|
ACT |
Valdeci
Lúcia Senem
|
Professora |
Profª
|
III
|
25
|
Efet. |
Vanessa
Bragagnolo
|
Professora |
Profª
|
I
|
20
|
ACT |
| Warlyson
Aparecido Silva |
Servente |
Servente |
I |
40 |
ACT |
|
|
|
4.1.3
- Espaço Físico |
| A
escola conta com 11 salas de aula, sendo que uma funciona como biblioteca.
Temos uma ampla cozinha, sala dos professores, secretaria, banheiros,
um galpão para refeições dos alunos. A quadra
de esportes encontra-se localizada fora do espaço escolar,
sendo que os alunos precisam deslocar-se aproximadamente 100 metros
para chegar a ela.
Além desse espaço físico, alunos e professores
contam com o ESPIN que oferece:
- 9 computadores conectados à Internet Turbo - 24 horas de
conexão
diárias - televisão e vídeo - máquina
digital - gravador de CD .
- retroprojetor e tela
- televisão e vídeo.
A escola também oferece outros recursos materiais:
- episcópio
- aparelhos de som (1 caixa amplificada/ 2 caixa acústicas/
amplificador/ mesa/ microfone/ 2 micro sistem )
- máquina fotográfica
- linha telefônica
- aparelho de fax
- biblioteca para pesquisa (equipada com ampla bibliografia)
|
|
|
4.1.4
- Histórico Da Comunidade |
|
O bairro Steffen nasceu da saga de uma família que saiu da
Europa e se estabeleceu na Comarca de São Luiz Gonzaga, hoje
município de Brusque. Aqui fizeram muitos laços familiares,
trabalharam em diversas áreas e deram o nome ao bairro, antiga
propriedade da família "Steffen".
Esta região, por volta de 1870, fazia parte de uma grande
fazenda pertencente ao pioneiro Guilherme Steffen, cujas terras
iam desde o Rio Itajaí Mirim até onde hoje situa-se
a Rua São Pedro.
Em sua fazenda, Steffen instalou um engenho onde produzia farinha
de mandioca, cachaça e melado. Por muitos anos, Guilherme
Steffen conservou intacta suas terras, sem vende-las a qualquer
estranho. Aos poucos, os terrenos foram divididos entre seus 16
filhos.
Foram construindo, modificando com muito amor, fé e dignidade.
O crescimento maior, entretanto, deu-se a partir da segunda metade
da década de 70, quando instalaram-se no bairro as primeiras
indústrias.
Foi principalmente sob o impulso das fábricas que o bairro
passou a crescer. Hoje a população vinda de outros
municípios soma 43% das 952 famílias que, segundo
a prefeitura, residem no bairro. Estão instaladas no bairro
seis empresas, algumas de grande porte. Juntas, essas empresas geram
empregos para 1.270 pessoas, aproximadamente, sendo que grande parte
delas são moradoras do bairro.
Por muitos anos o bairro ou Morro do Steffen, como era conhecido,
foi considerado um lugar perigoso e violento. Hoje, apesar de muitos
problemas que enfrenta, como todo bairro, tornou-se um bom lugar
para morar e trabalhar.
A comunidade apresenta um grau de desenvolvimento bastante significativo
desde a sua fundação. No entanto, percebemos também
que esse desenvolvimento poderia causar maior conforto aos moradores
se houvesse uma melhor infra-estrutura no que se refere a localização,
pavimentação de ruas, saneamento básico, planejamento
nas construções de casas, escolas e unidades de saúde.
|
|
|
| 5
- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA |
|
| 5.1
- Finalidades Do Ensino Fundamental |
| Ressaltamos
o que diz a LDB em relação aos princípios e
fins da educação:
Art. 2º - A educação, dever da família
e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos
ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento
do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho.
Art. 32º - O ensino fundamental, com duração
mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola
pública, terá por objetivo a formação
básica do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do
cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em
vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e
a formação de atitudes e valores.
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos
laços de solidariedade humana e tolerância recíproca
em que se assenta a vida social.
A escola de ensino fundamental deve proporcionar ao educando o desenvolvimento
das habilidades de observação, interpretação,
julgamento e conclusões próprias, despertando o espírito
crítico, através de sua própria curiosidade,
para que este busque explicar e questionar a sua realidade. Assim,
também ouvir, falar, redigir, aperfeiçoando sua linguagem
oral e escrita dentro do espaço em que está inserido.
|
|
|
| 5.2
- Objetivo Do Ensino Fundamental |
Fundamentados
nos Parâmetros Curriculares Nacionais, destacamos habilidades,
competências e capacidades que o educando deverá desenvolver:
- compreender a cidadania como participação social
e política, assim como exercício dos direitos e deveres
políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes
de solidariedade, cooperação e repúdio às
injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo
respeito;
- posicionar-se de maneira crítica, responsável e
construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando
o diálogo como forma de mediar conflitos e tomar decisões
coletivas;
- conhecer características sociais do Brasil nas dimensões
sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente,
a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento
de pertinência ao país;
- conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural
brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações,
posicionando-se contra qualquer discriminação baseada
em diferenças culturais, de classe social, de crenças,
de sexo, de etnia ou outras características individuais e
sociais;
- perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente,
identificando seus elementos e as interações entre
eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
- desenvolver o conhecimento ajustado de si mesma e o sentimento
de confiança em suas capacidades afetiva, física,
cognitiva, ética, estética, de inter-relação
pessoal e de inserção social, para agir com perseverança
na busca de conhecimento e no exercício da cidadania.
- Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e adotando
hábitos, saudáveis como um dos aspectos básicos
da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação
à sua saúde e a saúde coletiva;
- Utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática,
gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir,
expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir
das produções culturais em contextos públicos
e privados, atendendo a diferentes intenções e situações
de comunicação;
- Saber utilizar diferentes fontes de informações
e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimento;
- Questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolve-los,
utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade,
a intuição, a capacidade de análise crítica,
selecionando procedimentos e verificando sua adequação.
|
|
|
5.3
- Filosofia da Escola |
Nós
acreditamos numa educação que permita o crescimento,
a socialização e a participação consciente
do aluno, contextualizada num mundo em profundas mudanças,
possibilitando a construção de novos conhecimentos
que os tornem capazes de enfrentar a realidade, sendo dinâmicos,
construtores, críticos, com perspectivas, alternativas e
opiniões próprias, aptos a questionar e a solucionar
seus problemas.
A escola apresenta-se como instituição que favorece
o acesso à cultura, despertando no educando o gosto pelo
conhecimento oferecendo condições para o desenvolvimento
de um auto-conceito, ajudando adquirir métodos de pensamento,
conhecimento, pesquisa e investigação, que levem o
educando a ter um embasamento de valores com justiça, verdade,
solidariedade e respeito.
|
|
|
5.4
- Concepção De Criança e Desenvolvimento |
Vemos
a criança como um ser em pleno desenvolvimento de suas capacidade
e habilidades, contextualizada em uma sociedade real, concreta,
que precisa lhe proporcionar condições de viver, brincar
e aprender.
A criança é um ser que nasce e cresce interagindo
num ambiente social, biológico e histórico.
No decorrer dos anos, vemos essa criança se desenvolvendo
dentro do ambiente escolar, numa interação com os
demais que muito influenciam seu processo evolutivo. A escola proporciona
a criança, além do contato social, o contato com o
conhecimento sistematizado.
O ambiente familiar também é um fatores, e podemos
afirmar que é o principal deles, que mais influência
tem sobre o desenvolvimento da criança. Através da
convivência diária que temos com elas, somos capazes
de perceber que, dependendo do tipo de ambiente em que a criança
vive, ou seja, na família em que está inserida, determinados
comportamentos e desempenhos frente ao conhecimento, são
amplamente estimulados pelo ambiente familiar.
Cabe ao educador proporcionar oportunidades de desenvolvimento,
favorecer o contato com o conhecimento historicamente acumulado,
porém sabemos que a família tem grande papel nesse
processo.
|
|
|
5.5
- Concepção De Ensino e Aprendizagem |
No processo de ensino aprendizagem, em uma concepção
histórico-cultural, a criança é vista como
um sujeito concreto, histórico, que se desenvolve e aprende
a partir de das experiências vividas, em seu cotidiano e pelas
trocas no processo de interação que deve permitir
a mediação de sujeitos mais experientes, mediante
uma intervenção pedagógica planejada pela escola
e pelo professor
A concepção histórico cultural considera todos
capazes de aprender e compreender que as relações
sociais estabelecidas pelas criança, jovens e adultos são
fundamentais para a apropriação do conhecimento. Esse
processo de aprendizagem abrange três momentos;
- SOCIALIZAÇÃO: troca entre a criança e outro
ou outros sujeitos ou ainda objetos;
- INDIVIDUALIZAÇÃO: interpretação, reelaboração
desse objeto ou troca;
- INTERAÇÃO: relacionamento com o mundo exterior,
com mais um conhecimento assimilado.
Respeitando esses três momentos oportuniza-se a apropriação
do conhecimento gradativamente, onde o sujeito irá ampliar
e rever sua forma de ler o mundo e representa-lo.
Tanto o aluno quanto o professor tem papel fundamental e ativos
na aprendizagem. O aluno como sujeito pensante, questionador, que
estabelece relações com os demais sujeitos e objetos
do conhecimento. O professor como mediador entre as informações
do meio, o conhecimento científico e o aluno.
Um professor que busca, planeja , que seja criativo nas atividades,
que conheça a realidade do aluno e verdadeiramente seja comprometido
com o que faz certamente contribuirá para que os sujeitos
não aprendam somente a decodifica símbolos, mas que
também se tornem cidadãos participantes da história,
contribuindo na construção da sociedade.
|
|
|
5.6
- Concepção e Conceito De Currículo |
Dadas as particularidades históricas, o currículo
assume diferentes e até conflitantes papéis, determinando
as funções da própria escola, exigindo flexibilidade
para mudanças e transformações da mesma.
Por isso, faz-se necessário que a escola mantenha um currículo
coerente com unidade, que tenha sentido como um todo, e suas partes,
quaisquer que sejam, apresentem-se conectadas a globalidade.
A idéia de coerência começa como uma visão
do currículo como um conceito amplamente concebido, não
como um conjunto de partes ou peças separadas que acumulam
experiências dos alunos; sendo necessárias transcrições
que levem em conta as pessoas para as quais o currículo é
planejado, valorizando suas experiências, aspirações
e interesses.
Sendo assim, o currículo deve conceber a tentativa de comunicar
os princípios e marcos essenciais de um propósito
educativo de modo tal que permaneça aberto à discussão
crítica, devendo ser translado efetivamente à prática
escolar.
O traço mais característico de um currículo
é a ação, a trajetória é a caminhada
que se constitui com cada grupo, em cada realidade, respeitando
a diversidade histórica, sócio-cultural, econômica
e religiosa de cada comunidade escolar.
Neste sentido, o currículo deve apresentar-se como algo dinâmico,
mutante sujeito a inúmeras influências, focando sempre
a compreensão da realidade.
Segundo Moreira e Silva ( 1955,p.7-1) currículo deve ser
" considerado como um artefato social e cultural... não
é um elemento inocente e neutro de transmissão desinteressada
do conhecimento social... está implicado em relações
de poder, transmite visões sociais particulares e interessadas...
produz identidades individuais e sociais particulares.
Sendo assim, o currículo não se define como um rol
de coisas a serem transmitidas e absorvidas com passividade, numa
prescritividade única, mas sustenta-se como um terreno produtivo,
no qual se cria, produz e recria.
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5.7
- Concepção de Sociedade |
Em meio a um mundo onde à informação é
diversificada e veiculada rapidamente, não é mais
é concebível que a escola fique a margem dos novos
acontecimentos, numa posição de passividade e de atraso
informacional.
O aparecimento da sociedade de informação corresponde
a um duplo desafio para a democracia e a educação,
e que estes dois aspectos estão intimamente ligados.
O mundo econômico atual reclama cada vez mais qualificações
e competências. O mundo científico reclama dotações
para a pesquisa e para o ensino superior de alto nível, gerador
de jovens pesquisadores. O mundo da cultura e do ensino quer meios
para o desenvolvimento da escolarização e da formação
geral. Finalmente, as associações de pais querem sempre
uma educação de qualidade, isto é, cada vez
mais e melhores professores.
As sociedades atuais são pois todas, pouco ou muito, sociedades
da informação nas quais o desenvolvimento das tecnologias
pode criar um ambiente cultural e educativo suscetível de
diversificar as fontes do conhecimento e do saber.
Na atual sociedade, o professor já não pode, com certeza,
ser considerado como único detentor de um saber que apenas
lhe basta transmitir. Torna-se de algum modo, parceiro de um saber
coletivo, que lhe compete organizar situando-se decididamente, na
vanguarda do processo de mudança.
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5.8
- Concepção de Homem |
O
homem é um ser plenamente biológico. É na convivência
em sociedade, através da cultura, que ele se humaniza. Ele
se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura.
Não há cultura sem cérebro humano, mas não
há mente sem cultura. A mente humana é uma criação
que emerge e se afirma na relação cérebro-cultura.
A sociedade atual exige um novo perfil, identificando o homem como
um ser que tenha domínio de seu espaço, que saiba
conviver em grupo, que seja dinâmico em suas atividades, tanto
no mundo do trabalho quanto nas suas relações pessoais.
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5.9-
Concepção de Escola |
A
escola é o espaço ideal para o desenvolvimento das
relações sociais. É na escola que a criança
interage com os grupos de sua idade, cria laços de amizade
e convivência.
Além disso, é na escola que a criança aprende
a sistematizar o conhecimento que faz parte de seu currículo
oculto, onde ela aprende a pesquisar, a descobrir, a procurar formas
de desenvolver o seu conhecimento.
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5.10
- A Matemática No Ensino Fundamental: |
As noções matemáticas são construídas
pelas crianças a partir de experiências proporcionadas
pelas interações com o meio, pelo contato com outras
pessoas e objetos.
Os procedimentos no estudo da matemática não podem
ser encarados apenas como aproximação metodológica
para a aquisição de um dado conceito, mas como conteúdo
que possibilite o desenvolvimento de suas capacidades relacionadas
com o saber e o fazer, aplicando os conhecimentos em situações
distintas.
Se faz necessário iniciar o ensino da Matemática na
sua forma mais atual, isto é, favorecendo sua aplicação
e relacionando-a com situações do cotidiano.
Dessa forma, a criança será capaz de desenvolver seu
pensamento lógico- matemático.
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5.11
- O Ensino Da Educação Física |
A educação física é disciplina componente
do currículo da escola, com três aulas semanais de
1ª à 8ª série. Entre seus principais objetivos,
destacam-se a participação nas atividades corporais,
estabelecendo relações equilibradas e construtivas
com os outros, reconhecendo e respeitando características
físicas e de desempenho de si próprio e dos outros,
sem discriminar por características pessoais, físicas,
sexuais ou sociais.
Além disso, a Educação Física nos mostra
freqüentes vezes a dificuldade motora de diversos alunos, que
na sua maioria, também apresentam dificuldades de aprendizagem
em outras disciplinas, comprovando assim que o desenvolvimento das
habilidades motoras contribuem fundamentalmente para o desenvolvimento
cognitivo.
A Educação Física também é o
momento de integração social, de soltar-se, de compreender
as regras da competitividade, de conquistar vitórias através
dos jogos, mas também de aprender a enfrentar dificuldades
ou derrotas. |
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5.12
- Linguagem Oral e Escrita: |
A
linguagem tem caráter social, o processo e o produto pelos
quais se dão a interação entre os interlocutores
é o texto- enunciado na comunicação verbal
de uma dada esfera.
O texto não representa um objeto mudo; é sobretudo,
um ato humano e pressupõe um processo de interação
pela linguagem.
Portanto, a unidade de ensino deve ser o texto, não mais
a palavra ou a frase isolada de seu contexto, o que provoca a ausência
de construção do sentido. De acordo com os PCN (1998,
p.23 ) , toda a educação comprometida com o exercício
da cidadania precisa estar em condições para que o
aluno possa desenvolver sua competência discursiva. Um dos
aspectos da competência discursiva é o sujeito ser
capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir
diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações
de interlocução oral e escrita. É o que aqui
se chama de competência lingüística e estilística.
O professor deve estar atento ao seu espaço escolar a fim
de selecionar os gêneros de discurso que já são
conhecidos pelos alunos e os que necessitam ser sistematizados.Isso
se deve a uma grande variedade de gêneros de discurso que
circulam em todas as esferas da sociedade. Saber selecionar é
a chave para o trabalho com o texto.
Segundo Barbosa (2000, p. 152-3) , a eleição dos gêneros
de discurso como objeto de ensino pode contemplar de maneira mais
satisfatória o complexo processo de produção
de textos.
Portanto, as aulas de Português devem dar ênfase à
leitura, comentário, análise e interpretação
de bons textos, oportunizando a tentativa constante de produzir
textos bons. A prática constante da leitura e análise
conseqüentemente levará o aluno a produzir textos variados
e de maior qualidade.
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5.13
- Alfabetização |
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" As crianças aprendem a escrever escrevendo e, para
isso lançam mão de vários esquemas: perguntam,
imitam, copiam, inventam, combinam... As crianças aprendem
um modo de ser leitoras e escritoras porque experimentam a escrita
nos seus contextos da utilização (...) Elas usam,
praticam a leitura e escritura." (Smolka,1989:110).
A prática pedagógica , neste contexto, apresenta um
desafio permanente, um laboratório natural, instigador, que
requer constante adaptações e articulações
entre o vivido e o aprendido, a pesquisa e a descoberta, o saber,
o fazer e o ser no cotidiano escolar.desta maneira a alfabetização
deve ser vista como um processo de construção histórica
consciente, partindo da valorização da bagagem cultural
do aluno, pois o respeito a realidade do aluno leva a considerá-lo
como capaz de construir seu conhecimento.
A concepção histórico cultural considera todos
capazes de aprender e compreender que as relações
sociais estabelecidas pelas crianças, jovens e adultos são
fundamentais para a apropriação de conhecimentos.
Partindo dessa proposta, o espaço escolar deve proporcionar
a reflexão e exploração de situações
cotidianas, atividades lúdicas, práticas significativas
de leitura e escrita.
Diante de toda essa fundamentação sobre a alfabetização
e seu processo, esta unidade escolar a partir deste ano, foi contemplada
na aplicação de um Programa de Alfabetização
pelo método metafônico. Método este criado pelo
professor João Batista de Oliveira pela fundação
Tancredo Neves.
O método matafônico é um processo de alfabetização
fundamentada na aquisição do conhecimento da leitura
e da escrita através da som da letra é do nome da
letra , ou seja , o aluno aprende sobre a consciência fonológica
(som das letras) proporcionando assim o desenvolvimento de uma série
de requisitos importantíssimos no formação
de bons leitores:
" Consciência fonológica- a capacidade de identificar
e discriminar sons;
" Consciência fonêmica - a capacidade de identificar
sons nas palavras;
" Familiaridade com textos- a capacidade de identificar o que
é um texto, uma palavra, usar livros, saber onde começa
e termina uma leitura;
" Metalinguagem - o vocabulário usado para falar sobre
a língua, os termos usados para conversar sobre adjetivos,
frases plural, palavras, sílabas, etc;
" Princípio alfabético - a idéia de que
sons específicos podem ser representados por letra específicas
,ou seja, pelo código alfabético;
" Código alfabético - as regras que permitem
transformar letras em sons e vice-versa;
" Decodificação - a capacidade de transformar
letra em sons (ler) e sons em letras (escrever) . A decodificação
depende fundamentalmente da capacidade de analisar e sintetizar
letras e sons;
" Análise - a capacidade de decompor uma palavras em
sílabas , ltras (morfemas) e sons (fonemas);
" Síntese - a capacidade de juntar sons ou letras para
formar sílabas e palavras;
" Fluência - refere-se ao ritmo, velocidade e precisão
da leitura;
" Vocabulário - o significado das palavras que compõem
a língua e as habilidades para definir o significado apropriado
num determinado contexto;
" Compreensão - o sentido de um texto;
" Caligrafia - escrita manual com fluência e legibilidade;
" Metacognição- habilidades e estratégias
para aprender a aprender e controlar o próprio processo de
aprendizagem.
Para desenvolver todas essas capacidades e habilidades o programa
oferece uma série de materias, tais como, o Livro gigante
(que contém lindas e ilustrativas histórias, textos),
o alfabeto móvel, os crachás de letras, os livros
didáticos dos alunos, a coletânea (contendo vários
tipos de textos ), os minilivros e os bonecos Alfa e Beto que transformam
o aprender de maneira lúdica.
Neste método de ensino, o professor teve capacitação
periódica sobre a aplicação dele em sala de
aula.
A experiência pedagógica no processo de alfabetização
promove bons resultados.
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5.14
- O Ensino Da Arte Na Escola |
| "O
professor precisa conhecer a história da arte para poder
escolher o que vai ensinar, com o objetivo de que os alunos compreendam
que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se
com as idéias e tendências de uma determinada época
e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno
imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações
existentes entre o local, o nacional e o internacional".(PCN,
1997:64)
A preocupação com o ensino e a aprendizagem em Artes
é recente e tem acompanhado as mudanças educacionais,
, que caracterizam este começo do século. A arte é
um modo privilegiado de conhecimento, de entendimento e de aproximação
entre os indivíduos de culturas diversificadas, pois possibilita
o reconhecimento de semelhanças e diferenças que se
expressam e se confrontam através de diferentes linguagens.
Para que ocorra a comunicação através das artes,
é preciso que professores e alunos se alfabetizem nessa área,
possibilitando a leitura de obras de artes, imagens fixas e móveis
que estão presentes com muita intensidade no nosso cotidiano.
Os conceitos e conteúdos de artes devem ser ensinados através
de orientações didáticas que alcancem os modos
de aprender do aluno e garantam a participação de
cada um dentro da sala de aula. Ensinar arte com arte é o
caminho no qual acreditamos. Hoje o aluno precisa ser convidado
a exercitar-se nas práticas de aprender a ver, observar,
ouvir, atuar, tocar e refletir sobre as imagens.
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6
- ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS |
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6.1
- Metodologia |
A
escola funciona atualmente com Ensino Fundamental de 1ª à
8ª série, em dois turnos. Nas séries iniciais
de 1ª à 3ª série, as turmas trabalham com
um professor. Na 4ª série, duas professoras dividem
as disciplinas, sendo que uma professora trabalha as disciplinas
de Matemática e Ciências e a outra trabalha com Português,
História e Geografia.
As aulas em cada disciplina são ministradas por professores
habilitados em sua área, tornando o trabalho eficiente e
qualitativo.
Cada professor tem liberdade de desenvolver projetos de estudo em
sua área e isso vem acontecendo com freqüência
na rotina escolar da E.E.F.O.M. Os professores contam com amplo
material didático e de apoio pedagógico, facilitando
seu trabalho e oferecendo aos alunos o acesso às informações.
Percebemos, no entanto, que professores que tem maior número
de aulas, ou seja, aqueles que estão diariamente na escola
tem maior facilidade em integrar com outras disciplinas projetos
de estudo do que outros professores que estão na escola apenas
um ou dois dias por semana. Essa integração entre
as áreas de conhecimento é um passo importante para
o entendimento de que o conhecimento é algo inteiro, sem
fragmentação, onde assuntos podem ser explorados amplamente
por todas as áreas, sem estabelecer limites.
Os alunos têm horários disponíveis para freqüentar
a biblioteca com seus professores e também em horários
extras, em situações de pesquisa ou para digitar seus
trabalhos.
Além do trabalho de apoio da Bibliotecária, a escola
também conta com o trabalho de duas Orientadoras Pedagógicas,
uma no período matutino e outra no período vespertino,
dando atendimento aos alunos e professores nos aspectos pedagógicos.
A escola oferece a toda comunidade uma sala informatizada (ESPIN),
equipada com tecnologia de ponta, possibilitando o desenvolvimento
de trabalhos inovadores e diversificados, utilizando a informática
como apoio pedagógico, enriquecendo o processo de ensino
- aprendizagem e proporcionando a inserção dos educandos
ao mundo globalizado, utilizando a Rede Internet para esse fim.
O trabalho realizado nas áreas de conhecimento abrangem uma
série de atividades pautadas no pressuposto de que a realidade
do aluno é o ponto fundamental a ser considerado no processo
de aquisição da língua falada e escrita.
A formação de conceitos acontece através da
interação entre professores e alunos. Pelo diálogo,
os alunos têm a oportunidade de colocar suas idéias
a respeito da realidade e confrontá-las com os conceitos
elaborados durante o decorrer da história (conhecimento científico).
A exploração da linguagem em sala de aula, principalmente
nas séries iniciais, é muito importante para a formação
e enriquecimento do vocabulário, fator fundamental para o
enriquecimento também das produções escritas.
As atividades são diversificadas, de modo a tornar o trabalho
dentro de cada área de conhecimento muito mais acessível
e agradável, proporcionando um aprendizado progressivo.
Realizamos:
- pedagogia de projetos
- trabalhos em multimídia
- dramatizações
- produções de textos
- pesquisas
- leitura de diversificados tipos de literatura
- reportagens
- aulas expositivas
- trabalhos e pesquisas na biblioteca
- jogos
- atividades práticas desportivas
- gincanas
- exposições
- jogos internos
- participação em competições municipais
- intercâmbios com outras escolas da rede municipal
- visitas a pontos turísticos
- trabalhos em parcerias com outras instituições sociais
- passeios recreativos e de cunho pedagógico, entre outras.
Acreditamos que o processo educativo acontece de melhor forma e
com qualidade através da participação coletiva,
sendo que essa idéia deva ser comum em nossa escola; que
o trabalho participativo seja objetivo de todas as áreas
do conhecimento.
É claro para nós, que trabalhamos com educação,
que cada professor tem sua postura pedagógica. O que objetivamos
é que cada um, com suas diversidades, possa contribuir para
o crescimento do outro, através da troca de experiências.
Não pensamos em ter uma escola onde todos tenham que fazer
as mesmas coisas ou pensar e aceitar as mesmas idéias; se
temos como objetivo contribuir com a formação do cidadão,
naturalmente objetivamos também termos um profissional em
nossa escola que contribua da melhor forma possível com esse
objetivo, e isso só será possível através
de seu trabalho e seu compromisso com a educação.
Para realizarmos o processo de mudança na educação,
e na escola, é necessário refletirmos sobre os aspectos
pedagógicos, o que está apropriado as nossas perspectivas
e o que encontramos de dificuldades.
Os educandos e educadores da E.E.F.O.M. desejam encontrar possibilidades
físicas e apoio pedagógico para realizarem seu trabalho.
Além dos recursos materiais disponíveis necessitam
disponibilizar de recursos humanos que auxiliem e possibilitem a
realização de seus projetos .
Pretendemos apoiar a prática de projetos que possibilitem
a integração das áreas de conhecimento, desenvolvendo
com alunos e com a comunidade, temas que fazem parte da vida cotidiana,
como por exemplo, os temas transversais: a prevenção
às drogas, saúde, educação sexual e
cidadania.
Diante dessa perspectiva de trabalho, os professores desejam conquistar
amplo rendimento e aprovação de nossos alunos, reduzindo
cada vez mais o índice de repetência e evasão
escolar, visto que os temas trabalhados vem de encontro ao interesse
dos alunos.
É de grande interesse do grupo de profissionais que aqui
trabalham, fazer cada vez mais com que a escola seja um lugar de
produção e busca de conhecimento.
Pretendemos equipar cada vez melhor a nossa escola com materiais
didático - pedagógicos que tornem nosso trabalho mais
eficaz. Para isso, objetivamos adquirir mais computadores para o
ESPIN.
Para melhorar a prática esportiva é fundamental a
cobertura da quadra de esporte e tornar o acesso à quadra
mais seguro.
É necessário também ampliarmos o espaço
coberto do pátio, proporcionando melhor atendimento aos alunos
nas aulas de Educação Física, durante os dias
de chuva. É objetivo também montarmos um espaço
adequada para guardar os materiais usados nessa disciplina.
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6.2
- Projetos Desenvolvidos |
Uma das condições de implantação das
novas concepções de educação reside,
principalmente, na política de projetos estimulando o trabalho
coletivo.
Reconhecemos que trabalhar sob a forma de projetos possibilita à
escola criar um arranjo diferente nas dinâmicas de aprendizagem,
propondo contatos externos à sala de aula, buscando informações
e experiências diferenciadas, superando o conhecimento dos
alunos, rompendo limites do ensino tradicional.
Diante da importância de organizar um trabalho didático
diferenciado, a escola empenha-se ao máximo, tendo toda a
preocupação com o gerenciamento dos projetos, destacando
a necessidade de haver um planejamento adequado às propostas,
possibilitando uma melhor organização e objetivando
um envolvimento mais coletivo, articulando o trabalho de várias
áreas de ensino, tendo como finalidade o desenvolvimento
de conhecimentos significativos ao aluno.
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6.3
- Reuniões Pedagógicas |
Além
das reuniões pedagógicas que acontecem de acordo com
o cronograma elaborado pela Secretaria Municipal de Educação,
os professores, juntamente com direção e orientação
pedagógica, participam mensalmente de reuniões de
estudo, programadas pela própria escola dentro de seu calendário
anual, onde são discutidos assuntos que fazem parte da rotina
escolar. Também nestes encontros de estudo são trabalhados
textos de interesse dos profissionais da escola para um melhor desenvolvimento
da prática pedagógica. |
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6.4
- Reuniões de Pais |
As reuniões para assuntos pedagógicos com os pais
acontecem no período noturno. Também são agendadas
palestras com assuntos de interesse da comunidade neste horário.
Bimestralmente, convidamos os pais para virem à escola, num
encontro que denominamos Plantão Pedagógico, onde
os professores atendem individualmente cada pai ou mãe para
conversar sobre o desempenho dos alunos neste período. Na
oportunidade, entrega-se um relatório que aponta as dificuldades
dos alunos em cada disciplina.
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6.5
- A Participação dos Pais no Processo Educativo de
Seus Filhos |
Historicamente,
a escola e a família, são instituições
que surgem, simultaneamente, ambas destinadas ao cuidado e educação
das crianças e jovens. Na verdade, à escola coube
a função de educar a juventude na medida em que o
tempo e a competência da família eram considerados
escassos para o comprometimento de tal tarefa.
A escola então tem como objetivo a sistematização
dos conhecimentos necessários ao desenvolvimento de aptidão
e potencialidades. Estes então são habilidades distintas
dos que são organizados pela família.
Sendo assim, a escola como instituição distinta da
família, construí-se aos poucos caracterizando pela
transmissão do conhecimento visando uma formação,
uma organização voltada ao desenvolvimento físico,
moral e menta, dos indivíduos, missão essa impossível
para o âmbito doméstico.
Hoje vivemos num outro tempo, bem mais complexo, diverso e inquietante.
A escola enfrenta além do desafio frente ao domínio
do conhecimento, em permanente e veloz mudança, também
o desafio da relação com seus alunos, sejam elas de
qualquer idade. As questões disciplinares despontam como
um problema para um número relevante de instituições
de ensino.
Tanto a família quanto à escola não estão
dando conta da complexidade que se refere ao ato de educar. A escola
por seus encaminhamentos metodológicos, as práticas
pedagógicas existentes, as relações professor
e aluno, entre outras. A família por sua vez, culpa-se pelas
mazelas impostas pela violência, pela indisciplina e pelo
sentimento de desrespeito que ronda jovens e crianças considerando-a
demissionária do papel de gerar e gerir os valores indispensáveis
a construção da vida social.
Chamar a família às suas responsabilidades morais
e formadoras não exclui, em hipótese alguma o papel
a ser desempenhado pela escola.
É, portanto, na escola, refletindo sobre o que há
para ser ensinado, através da ação do conjunto
docente, que a escola poderá encontrar saídas legítimas
a superação do problemas morais e éticos que
assombram dia-a-dia. Nesse sentido, tanto a escola quanto a família
necessitam de uma interação, visando a formação
social do educando de forma prazerosa e de qualidade.
Como vemos várias foram as transformações que
a família passou durante todo esse tempo. Falar em família
hoje, já não nos compete mais falar da estrutura ao
qual conhecíamos: pai, mãe e filhos. A estrutura hoje
é outra. Podemos dizer que há um grande número
de jovens e crianças que não possuem esse padrão
de família. Os pais já não exercem a autonomia
da família, isso devido a uma série de fatores.
Diante dessas circunstâncias vemos pois que tanto a escola
quanto a família devem ser conscientizar da responsabilidades
que ambos têm na formação do indivíduo.
A cada dia, acreditamos mais profundamente que a escola e a família
precisam interagir, amarrar um compromisso, caminhar em parceria,
construir uma relação melhor para cada indivíduo
em formação em nossa sociedade.
Sabemos que o processo de educação de um ser ocorre
em várias estâncias de sua vida. A educação
abrange processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,
na convivência humana, no trabalho, nas instituições
de ensino e pesquisa e nos movimentos sociais.
A escola, por ser uma instituição organizada, possui
objetivos que determinam em sua prática pedagógica
a construção do saber, do desenvolvimento das potencialidades
, da autonomia, do senso crítico. Enfim, a escola estabelece
em sua prática uma série de metas a cumprir, sem esquecer
que seus educandos provém de outras instituições,
especialmente da família.
A família possui um fator determinante na vida escolar de
seus filhos. Não esquecendo de que a família é
um espaço privado do aluno. A escola é um espaço
público, um lugar de diversidade, da diferença entre
os elementos. Cabe a família e a escola terem como didática
de trabalho a parceria. A parceria importante da família
com a escola é no sentido de estimular o educando a se envolver
ativamente na vida escolar, a ter curiosidade por aprender e interpretar
o mundo.
É desta forma que a prática pedagógica da EEFOM
acontece no convívio com a família.
Várias atividades são desenvolvidas no decorrer do
ano letivo buscando a parceria no processo educativo dos nossos
educandos. Reuniões para entrega de relatórios e boletins
avaliativos acontecem bimestralmente, onde os professores podem
conversar individualmente com cada pai e mãe que vem à
escola para falar sobre seu filho. Atividades de comemorações
de dias das mães e pais, onde os alunos os homenageiam, mostrando
o que tem de melhor a eles, ou seja, demonstram seu carinho e afeto.
Os pais e familiares também são convidados a prestigiarem
amostras e feiras, onde os trabalhos realizados através de
projetos são apresentados. Participação ativa
nas festas, formaturas que os professores e alunos proporcionam.
Também trabalhamos de maneira dinâmica a campanha lançada
pelo Governo Federal sobre o Dia da Família na Escola.
Qualquer problema ou dificuldade que encontramos com algum educando,
chamamos a família para em conjunto, trabalharmos com as
questões que surgem.
Os pais, em parceria com os professores, com certeza buscam uma
qualidade cada vez maior na ampliação do saber, para
uma melhor convivência na sociedade.
Enfim é na busca, no dia a dia que a construção
do conhecimento, na interação aluno professor, escola
e família que caminhamos para uma sociedade mais justa na
formação de um indivíduo crítico, sociável
e transformador.
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6.6
- Avaliação |
A avaliação da EEFOM não estará centrada
no produto, mas sim no processo, cada ação pedagógica
e seus efeitos serão avaliados constantemente por educandos
e educadores, importando os avanços e superações
dos elementos envolvidos.
Nessa perspectiva, adotamos uma avaliação diagnóstica,
democrática, fazendo com que todos participem do processo
avaliativo, tomando decisões e conseqüentemente tornando-se
comprometidos e responsáveis pela mesma.
Assim sendo, objetivamos ter a avaliação como instrumento
de acompanhamento e transformação do processo ensino-aprendizagem,
centrados na observação, no registro, na análise,
na comunicação e tomada de decisões, possibilitando
a escola definir as ações pedagógicas decorrentes
dos resultados da avaliação.
Para chegar a um diagnóstico avaliativo o educador da EEFOM
utilizará alguns critérios, que visam uma observação
global do envolvimento
do aluno no processo escolar. Tais critérios estão
contemplados no regimento escolar da escola, aprovado pelo Conselho
Municipal de Educação, sendo que a avaliação
escolar defini-se como sendo contínua, integral, cumulativa,
versátil e cooperativa, considerando a evolução
do aluno, sendo o seu desempenho analisado com base numa visão
global dos trabalhos realizados.
O ano letivo será dividido em quatro módulos, sendo
que o desempenho escolar do aluno será registrado em relatórios
e boletins, com o seguinte procedimento:
1º e 3º módulos: relatórios.
2º e 4º módulos: boletins de notas
Cada procedimento avaliativo levará em consideração
os seguintes critérios:
a)
Dinâmica de grupo - é a capacidade de realizar trabalhos
em grupos, com participação, ou seja, divisão
de trabalho entre o grupo, onde cada um exercerá sua função
em respeito ao grupo, objetivando o bom desempenho do mesmo e da
tarefa realizada.
b) Responsabilidade - assumir suas atitudes em relação
ao grupo a si mesmo. Cumprimento de prazos na entrega de trabalhos,
execução de tarefas e compromissos do grupo com responsabilidade.
c) Solidariedade - é a capacidade de partilhar seus conhecimentos
e habilidades com o grupo, interagindo e contribuindo para o crescimento
pessoal de cada um e do grupo em si.
d) Participação - a participação e o
interesse estão amplamente interligados. O aluno, em sala
de aula e fora dela, deverá ser um indivíduo participante,
que dê sua contribuição ao grupo, com suas opiniões,
sugestões, etc. A participação leva à
cidadania.
e) Desempenho - é a forma que o aluno utilizará para
resolver seus problemas. O desempenho individual dos alunos será
observado nas discussões, na realização das
tarefas e provas. Cabe aqui salientar que a preocupação
ao analisar este ítem deverá estar voltada ao processo
que é desencadeado pelo aluno para resolver as questões
e problemas propostos e não tanto pelo resultado final.
O aluno, para ser aprovado, necessita de uma média mínima
anual em cada disciplina, obtidas no segundo e quarto módulos,
que serão somadas e divididas por dois, sendo que o resultado
não poderá ser inferior a 6,0 (seis).
Durante o ano, será oferecida recuperação paralela,
objetivando esclarecer dificuldades de aprendizagem apresentadas
pelos alunos, sendo que o trabalho de recuperação
se estenderá por todo ano letivo (recuperação
paralela), ficando o compromisso do professor em rever as dificuldades
dos alunos na medida em que estas surgirem, conforme o artigo 24º
, inciso V, letra e da Lei 9.394/96.
A escola adotará a progressão regular parcial, conforme
artigo 24, inciso III da Lei 9394/94, observadas as normas do respectivo
sisitema de ensino, sendo preservada a seqüência do currículo.
Art. 70º - O aluno que não obtiver aprovação
em 1 ou 2 disciplinas poderá participar das aulas das respectivas
disciplinas em horário alternativo, prosseguindo com seus
estudos regulares no outro horário.
De acordo com a Lei 9394/96, artigo 24, inciso V, alínea
C, o aluno que tiver defasagem em idade/série, poderá
ser reenquadrado na série seguinte, desde que passe por uma
avaliação de desempenho elaborada pelos profissionais
do estabelecimento de ensino, e que obtenha resultado satisfatório
nesta avaliação.
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REFERÊNCIAS |
ALMEIDA,
Fernando José. Projetos e Ambientes Inovadores - Série
de Estudos Educação à Distância- MEC
HOFFMANN,
Jussara. Pontos e Contrapontos- 2ª edição- Editora
Mediação.
HOFFMANN,
Jussara. Avaliação Mediadora- 15ª edição
- Editora Mediação.
MORIN,
Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação
do Futuro - 2ª edição - Editora Cortez - São
Paulo - ano 2.000.
PROPOSTA
CURRICULAR DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE BRUSQUE,SC - ano 2003.
PARÂMETROS
CURRICULARES NACIONAIS - INTRODUÇÃO.
RELATÓRIO
PARA A UNESCO DA COMISSÃO INTERNACIONAL SOBRE A EDUCAÇÃO
PARA O SÉCULO XXI - Educação, um Tesouro a
Descobrir - 4ª edição - Editora Cortez - São
Paulo - ano 2.000.
ROMEIRO,
Alice. Um Olhar Sobre a Escola - Série de Estudos/ Educação
à Distância.
SMOLKA,
Ana Luiza. A criança na fase inicial da escrita: Alfabetização
como um processo discursivo. São Paulo: Cortez, 1989.
VASCONCELLOS,
Celso dos Santos- Superação da Lógica Classificatória
e Escludente da Avaliação - 2ª edição-
Cadernos Pedagógicos do Libertad.
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