Última atualização em Dezembro.2003
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ÍNDICE GERAL
1 - INTRODUÇÃO   5.7 - Concepção de Sociedade
2 - JUSTIFICATIVA   5.8 - Concepção de Homem
3 - OBJETIVO GERAL
  5.9- Concepção de Escola
4 - IDENTIFICAÇÃO   5.10 - A Matemática No Ensino Fundamental:
  4.1 - Histórico da Escola   5.11 - O Ensino Da Educação Física
     4.1.1 - Quadro das Séries da Escola EEFOM - 2003   5.12 - Linguagem Oral e Escrita:
     4.1.2 - Atual Quadro de Funcionários   5.13 - Alfabetização
     4.1.3 - Espaço Físico   5.14 - O Ensino Da Arte Na Escola
     4.1.4 - Histórico Da Comunidade 6 - ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
5 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA   6.1 - Metodologia  
  5.1 - Finalidades Do Ensino Fundamental   6.2 - Projetos Desenvolvidos
  5.2 - Objetivo Do Ensino Fundamental   6.3 - Reuniões Pedagógicas
  5.3 - Filosofia da Escola   6.4 - Reuniões de Pais
  5.4 - Concepção De Criança e Desenvolvimento   6.5 - A Participação dos Pais no Processo Educativo de Seus Filhos
  5.5 - Concepção De Ensino e Aprendizagem   6.6 - Avaliação
  5.6 - Concepção e Conceito De Currículo REFERÊNCIAS
 
 
1 - INTRODUÇÃO

         A escola, como parte integrante da sociedade que se encontra em profundas transformações, vem hoje cada vez mais sentindo a necessidade de elaborar formas de trabalho que estejam atendendo cada vez mais às exigências do mundo moderno.
          É de fundamental importância a construção de um Projeto Político Pedagógico que atenda as leis vigentes, no entanto sem perder de vista seus próprios objetivos.
Esses objetivos devem estar sempre pautados numa visão de educação que busque a melhoria da qualidade de vida de seus integrantes, num trabalho participativo, comunitário e humanitário, preparando o educando para o exercício de seus direitos e o cumprimento dos deveres.
          Com base nesses pressupostos, através de uma construção participativa onde pudemos contar com anos de experiência e vivência nessa comunidade por parte de vários profissionais que aqui atuam, elaboramos nosso Projeto Político Pedagógico, documento este que irá nortear toda a prática pedagógica exercida na EEFOM.

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2 - JUSTIFICATIVA

         A elaboração de um projeto político - pedagógico é um desafio à escola pública, que até hoje vem realizando seu trabalho pautada em orientações advindas das secretarias de educação.
         O Projeto Político Pedagógico da escola pode ser entendido como processo de mudança e de antecipação do futuro que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo. Sua dimensão político-pedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente os diversos segmentos escolares. Ao desenvolvê-lo, as pessoas ressignificam suas experiências, refletem suas práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades, estabelecem novas relações de convivência e indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas de ação. Esse movimento visa à promoção da transformação necessária e desejada pelo coletivo escolar e comunitário.
          Nesse sentido, o projeto político pedagógico é práxis, ou seja, ação humana transformadora, resultado de um planejamento dialógico, resistência e alternativa ao projeto de escola e de sociedade burocrático, centralizado e descendente. Ele é movimento de ação-reflexão-ação, o qual enfatiza o grau de influência que as decisões tomadas na escola exercem nos demais níveis educacionais.
          Com base no pressuposto de que cada escola busque desenvolver seu próprio Projeto Político Pedagógico e que seja obra comum de todos os membros envolvidos, considera-se que o projeto:
- desenhe o perfil da escola e que seus membros , ou seja, alunos, professores e funcionários estejam envolvidos no processo educacional;
- considere todos os aspectos (político, econômico, cultural e social) de todos os membros envolvidos nesse processo, que são fatores fundamentais de regência de comportamento.
- consolide a escola como lugar de efetiva promoção de cultura e construção do conhecimento;
          A importância de elaborar um projeto político - pedagógico está implícita na própria função da escola como ambiente de crescimento, de mudança social. E esta função deve ser de conhecimento da comunidade em que está inserida a escola, incluindo sua contextualização.
No entanto, ter um projeto político - pedagógico implica muito mais do que delinear propostas de trabalho, planejamento, avaliação, objetivos e mudanças a serem efetuadas. Implica numa mudança de postura dos profissionais da educação frente aos conceitos tradicionais de conhecimento, frente ao educando, que passa a ser participante do processo, frente aos paradigmas presentes até hoje na educação e que regem nossa prática pedagógica.
         A escola embora condicionada socialmente, deve iniciar algumas mudanças, provocar rupturas, estabelecer novos objetivos políticos que vincule o seu compromisso com a comunidade, delineando claramente a questão do sentido da escola, sua função, sua finalidade, propiciando a construção significativa do conhecimento, da autonomia, da autoconfiança nos seus educandos.
Como a escola realiza um trabalho comunitário, transfere para o projeto político pedagógico o compromisso de uma construção coletiva, envolvendo, pais, o corpo docente e discente deste processo.

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3 - OBJETIVO GERAL

         Encaminhar uma proposta pedagógica que esteja de acordo com a realidade da comunidade escolar, ou seja, que o trabalho pedagógico realizado em nossa escola parta do pressuposto de que o aluno que freqüenta nossas salas de aula é um sujeito histórico, que se constrói a partir de suas relações com o meio em que vive, e que este meio do qual a escola faz parte determina fundamentalmente seu comportamento frente à socialização com o mundo e a construção de seus conhecimentos.

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4 - IDENTIFICAÇÃO

NOME: Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche
ENDEREÇO: Rua Rodolfo Steffen nº 182
                Bairro Steffen Cep: 88350 - 250
FONE: ( 0XX47) 355- 3263
DATA DE FUNDAÇÃO: 12 de maio de 1966.
INSTITUIÇÃO: Integrada a Rede Pública Municipal de Educação
FUNCIONAMENTO: através do decreto nº 29/66
ATENDIMENTO: 1ª à 8ª série do Ensino Fundamental
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: matutino -7h 30m às 11h30m
                                          Vespertino - 13h às 17h.

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4.1 - Histórico Da Escola

         Fundada em 1966, inicialmente como Escola Mista Municipal Modelo Lions Clube Companheiro Oscar Maluche. Foi construída pelo Lions Clube em parceria com a Prefeitura Municipal, cujo prefeito na época era o Sr. Antônio Heil.
          Em 19 de abril de 1983, a Escola Mista Municipal Modelo Lions Clube Companheiro Oscar Maluche passou a Escola Básica, com o mesmo nome.
A partir do ano de 2002, as escolas da Rede Municipal passaram de Escola Básica a Escola de Ensino           Fundamental, sendo que a denominação atual é Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche.
          A primeira professora do referido educandário foi a Srta. Marlete Coelho.
          Para aumentar a matrícula, a dedicada professora fez campanha, percorrendo as residências. Teve pleno êxito, tanto que foi necessário contratar mais uma professora.
          A primeira diretora foi Maria de Lourdes Rocha e após algum tempo foi designada a Sra. Tereza Clara Riffel.
          Em 1977, o Sr. Ervim Fucks doou um terreno à Prefeitura , para que ali se construísse um novo prédio para abrigar o número de alunos que a cada ano aumentava.
          O Sr. Alexandre Merico, então prefeito, construiu no terreno doado , um prédio com 4 salas de aula e banheiros.
          Em 19 de abril de 1983, a Escola Mista Municipal Modelo Lions Clube Companheiro Oscar Maluche passou a Escola Básica, com o mesmo nome, sendo sua primeira diretora a Sra. Ivanete Franco Zucco, que permaneceu no cargo até o ano de 1996.
          A primeira turma formou-se na 8ª série no ano de 1987, com 21 alunos. O número de alunos matriculados foi crescendo ano a ano. Na época, José Celso Bonatelli, prefeito municipal, mais precisamente em dezembro de 1984, inaugurou a ampliação do prédio escola, com mais 4 salas de aula e secretaria.
          Em 1991, Ciro Marcial Rosa, prefeito, atendendo aos apelos da comunidade, autorizou mais uma ampliação da parte física do prédio, sendo que em 3 de agosto de 1991, inaugurava mais 4 salas de aula.
No ano 2000, a escola , sob a direção da professora Osnita Aparecida Kuneski Teixeira desde o ano de 1997, inaugurou a reforma da quadra de esportes localizada próxima à escola, reforma esta realizada pela Prefeitura Municipal, gestão do Sr. Hilário Zen.
          Atualmente, a Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche (EEFOM), conta com 10 salas de aula, 1 secretaria, 1 sala para a Orientação Pedagógica, 1 cozinha, 1 sala de Educação Física, 1 sala informatizada (ESPIN), 1 sala de professores, galpão coberto, banheiros e biblioteca. Conta com 47 funcionários que auxiliam o andamento da escola , convivendo num clima de cordialidade.
          A escola atende cerca de 500 alunos, distribuídos em 2 turnos (matutino e vespertino), com Ensino Fundamental de 1ª à 8ª série.
          A EEFOM conta com o apoio dos pais através da APP (Associação de Pais e Professores), cujo empenho é digno de elogios e ainda desenvolve atividades com o clube de Mães.

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4.1.1 - Quadro das Séries da Escola EEFOM - 2003
 
ANO
SÉRIE
1996
45
-
-
-
-
-
-
-
1995
7
25
-
-
-
-
-
-
1994
2
11
32
-
-
-
-
-
1993
-
1
16
30
2
-
-
-
1992
-
1
4
8
35
-
-
-
1991
-
-
-
2
7
27
-
-
1990
-
-
-
3
7
12
36
1
1989
-
-
-
-
7
9
16
44
1988
-
-
-
1
-
5
9
20
1987
-
-
-
-
1
1
4
12
1986
-
-
-
-
-
-
2
3
1985
-
-
-
-
-
-
-
1
1984
-
-
-
-
-
-
-
1
Total
54
38
52
44
59
54
67
82

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4.1.2 - Atual Quadro De Funcionários:
Nome
Cargo
Função
Nível
Carga Horária
Situação Funcional
Aldo Antunes da Luz  Professor Profº.
IV
30
 ACT
Andréa da Rosa Luz
 Professora Profª
IV
40
 Efet.
Carmem S. F. da Conceição  Servente  Servente
I
40
 ACT
Cláudio Roberto Muller
 Professor Instrut.
III
10
 ACT
Clícia Helena Zimermann
 Professora Profª
-
14
 ACT
Daniela Domingos Oneda
 Servente Servente
-
40
 Efet.
Darcy Meire de Morais
 Professora ESPIN
IV
20
 ACT
Denise C. de Mesquita Dick
 Professora Profª
III
32
 ACT
Elizabeti G. Schvambach
 Professora Orient.
IV
40
 ACT
Fernanda Domingos
 Professora Profª
I
20
 ACT
Fernando Luiz Merizio
 Professor Profº
I
08
 ACT
Gisele Evangelista  Professora Profª
I
15
 ACT
Helio Pruner
 Professor
Profº
III
30
 ACT
Iara Canto Garzon
 Professora Profª
V
21
 ACT
Ivana R. Penk Bottamedi
 Professora Profª
III
10
 Efet.
José Evilásio Dietrich  Instrutor Futebol
I
40
 ACT
José Luís Dalcastagne
 Professor Profº
III
10
 ACT
Juliano da Silva
 Professor Profº
III
08
 ACT
Lúcia Erthal
 Professora Profª
IV
40
 ACT
Lúcia Francisco Cipriano
 Professora Profª
IV
40
 Efet.
Lucinéia Apª Curilaso Lyra
 Professora Profª
I
30
 ACT
Luiz Armando Gulini
 Professor Profº
IV
20
 Efet.
Luzia Rech Novello
 Servente Servente
-
40
 ACT
Marcelo Bizari
 Professor Profº
-
40
 ACT
Márcia E. dos S. Calheiros
 Professora Profª
III
10
 ACT
Maria de Fatima V. Nogueira
 Servente Servente
-
40
 ACT
Maria Ivone Crespi Noldin
 Professora Profª
IV
09
 ACT
Maria Izabel Archer Bolda
 Professora Biblioteca
III
09
 ACT
Maria Luísa F. Ghislandi
 Professora Secret.
IV
40
 Efet.
Maria Neuza dos S. Klann
 Servente Servente
I
40
 ACT
Mª Teresinha de M. Eccel
 Professora Profª
III
20
 ACT
Nadir Silvério Gonçalves
 Servente Servente
-
40
 ACT
Osnita Apª. Kuneski Teixeira
 Professora Diretora
IV
40 
 ACT
Regina Maria M. Machado
 Professora Profª
I
40
 Efet.
Rosana Paza
 Professora Profª
V
14
 ACT
Rosane Feltrin
 Professora Profª
III
35
 Efet.
Roseli de Souza
 Servente Servente
I
40
 ACT
Rosélis Marguit Penk
 Professora Profª
I
20
 ACT
Rosimeri Merizio
 Professora Profª
IV
40
 ACT
Rosinei Ana Cugik dos Reis
 Professora Profª
I
20
 ACT
Sonia Santoro
 Professora ESPIN
IV
40
 ACT
Tânia Sueli M. Rodrigues
 Professora Orient.
IV
20
 Efet.
Thaise R. Ferraz
 Professora Profª
I
07
 ACT
Ticiane Fantini Shaeffer
 Professora Profª
IV
20
 ACT
Valdeci Lúcia Senem
 Professora Profª
III
25
 Efet.
Vanessa Bragagnolo
 Professora Profª
I
20
 ACT
Warlyson Aparecido Silva  Servente Servente
I
40
 ACT
4.1.3 - Espaço Físico

A escola conta com 11 salas de aula, sendo que uma funciona como biblioteca. Temos uma ampla cozinha, sala dos professores, secretaria, banheiros, um galpão para refeições dos alunos. A quadra de esportes encontra-se localizada fora do espaço escolar, sendo que os alunos precisam deslocar-se aproximadamente 100 metros para chegar a ela.
Além desse espaço físico, alunos e professores contam com o ESPIN que oferece:
- 9 computadores conectados à Internet Turbo - 24 horas de conexão
diárias - televisão e vídeo - máquina digital - gravador de CD .
- retroprojetor e tela
- televisão e vídeo.
A escola também oferece outros recursos materiais:
- episcópio
- aparelhos de som (1 caixa amplificada/ 2 caixa acústicas/ amplificador/ mesa/ microfone/ 2 micro sistem )
- máquina fotográfica
- linha telefônica
- aparelho de fax
- biblioteca para pesquisa (equipada com ampla bibliografia)

4.1.4 - Histórico Da Comunidade


O bairro Steffen nasceu da saga de uma família que saiu da Europa e se estabeleceu na Comarca de São Luiz Gonzaga, hoje município de Brusque. Aqui fizeram muitos laços familiares, trabalharam em diversas áreas e deram o nome ao bairro, antiga propriedade da família "Steffen".
Esta região, por volta de 1870, fazia parte de uma grande fazenda pertencente ao pioneiro Guilherme Steffen, cujas terras iam desde o Rio Itajaí Mirim até onde hoje situa-se a Rua São Pedro.
Em sua fazenda, Steffen instalou um engenho onde produzia farinha de mandioca, cachaça e melado. Por muitos anos, Guilherme Steffen conservou intacta suas terras, sem vende-las a qualquer estranho. Aos poucos, os terrenos foram divididos entre seus 16 filhos.
Foram construindo, modificando com muito amor, fé e dignidade. O crescimento maior, entretanto, deu-se a partir da segunda metade da década de 70, quando instalaram-se no bairro as primeiras indústrias.
Foi principalmente sob o impulso das fábricas que o bairro passou a crescer. Hoje a população vinda de outros municípios soma 43% das 952 famílias que, segundo a prefeitura, residem no bairro. Estão instaladas no bairro seis empresas, algumas de grande porte. Juntas, essas empresas geram empregos para 1.270 pessoas, aproximadamente, sendo que grande parte delas são moradoras do bairro.
Por muitos anos o bairro ou Morro do Steffen, como era conhecido, foi considerado um lugar perigoso e violento. Hoje, apesar de muitos problemas que enfrenta, como todo bairro, tornou-se um bom lugar para morar e trabalhar.
A comunidade apresenta um grau de desenvolvimento bastante significativo desde a sua fundação. No entanto, percebemos também que esse desenvolvimento poderia causar maior conforto aos moradores se houvesse uma melhor infra-estrutura no que se refere a localização, pavimentação de ruas, saneamento básico, planejamento nas construções de casas, escolas e unidades de saúde.

5 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
5.1 - Finalidades Do Ensino Fundamental
Ressaltamos o que diz a LDB em relação aos princípios e fins da educação:
Art. 2º - A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 32º - O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

A escola de ensino fundamental deve proporcionar ao educando o desenvolvimento das habilidades de observação, interpretação, julgamento e conclusões próprias, despertando o espírito crítico, através de sua própria curiosidade, para que este busque explicar e questionar a sua realidade. Assim, também ouvir, falar, redigir, aperfeiçoando sua linguagem oral e escrita dentro do espaço em que está inserido.

5.2 - Objetivo Do Ensino Fundamental
Fundamentados nos Parâmetros Curriculares Nacionais, destacamos habilidades, competências e capacidades que o educando deverá desenvolver:
- compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
- posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e tomar decisões coletivas;
- conhecer características sociais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país;
- conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;
- perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
- desenvolver o conhecimento ajustado de si mesma e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania.
- Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e adotando hábitos, saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e a saúde coletiva;
- Utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
- Saber utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimento;
- Questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolve-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

5.3 - Filosofia da Escola
Nós acreditamos numa educação que permita o crescimento, a socialização e a participação consciente do aluno, contextualizada num mundo em profundas mudanças, possibilitando a construção de novos conhecimentos que os tornem capazes de enfrentar a realidade, sendo dinâmicos, construtores, críticos, com perspectivas, alternativas e opiniões próprias, aptos a questionar e a solucionar seus problemas.
A escola apresenta-se como instituição que favorece o acesso à cultura, despertando no educando o gosto pelo conhecimento oferecendo condições para o desenvolvimento de um auto-conceito, ajudando adquirir métodos de pensamento, conhecimento, pesquisa e investigação, que levem o educando a ter um embasamento de valores com justiça, verdade, solidariedade e respeito.
5.4 - Concepção De Criança e Desenvolvimento
Vemos a criança como um ser em pleno desenvolvimento de suas capacidade e habilidades, contextualizada em uma sociedade real, concreta, que precisa lhe proporcionar condições de viver, brincar e aprender.
A criança é um ser que nasce e cresce interagindo num ambiente social, biológico e histórico.
No decorrer dos anos, vemos essa criança se desenvolvendo dentro do ambiente escolar, numa interação com os demais que muito influenciam seu processo evolutivo. A escola proporciona a criança, além do contato social, o contato com o conhecimento sistematizado.
O ambiente familiar também é um fatores, e podemos afirmar que é o principal deles, que mais influência tem sobre o desenvolvimento da criança. Através da convivência diária que temos com elas, somos capazes de perceber que, dependendo do tipo de ambiente em que a criança vive, ou seja, na família em que está inserida, determinados comportamentos e desempenhos frente ao conhecimento, são amplamente estimulados pelo ambiente familiar.
Cabe ao educador proporcionar oportunidades de desenvolvimento, favorecer o contato com o conhecimento historicamente acumulado, porém sabemos que a família tem grande papel nesse processo.
5.5 - Concepção De Ensino e Aprendizagem
No processo de ensino aprendizagem, em uma concepção histórico-cultural, a criança é vista como um sujeito concreto, histórico, que se desenvolve e aprende a partir de das experiências vividas, em seu cotidiano e pelas trocas no processo de interação que deve permitir a mediação de sujeitos mais experientes, mediante uma intervenção pedagógica planejada pela escola e pelo professor
A concepção histórico cultural considera todos capazes de aprender e compreender que as relações sociais estabelecidas pelas criança, jovens e adultos são fundamentais para a apropriação do conhecimento. Esse processo de aprendizagem abrange três momentos;
- SOCIALIZAÇÃO: troca entre a criança e outro ou outros sujeitos ou ainda objetos;
- INDIVIDUALIZAÇÃO: interpretação, reelaboração desse objeto ou troca;
- INTERAÇÃO: relacionamento com o mundo exterior, com mais um conhecimento assimilado.
Respeitando esses três momentos oportuniza-se a apropriação do conhecimento gradativamente, onde o sujeito irá ampliar e rever sua forma de ler o mundo e representa-lo.
Tanto o aluno quanto o professor tem papel fundamental e ativos na aprendizagem. O aluno como sujeito pensante, questionador, que estabelece relações com os demais sujeitos e objetos do conhecimento. O professor como mediador entre as informações do meio, o conhecimento científico e o aluno.
Um professor que busca, planeja , que seja criativo nas atividades, que conheça a realidade do aluno e verdadeiramente seja comprometido com o que faz certamente contribuirá para que os sujeitos não aprendam somente a decodifica símbolos, mas que também se tornem cidadãos participantes da história, contribuindo na construção da sociedade.
5.6 - Concepção e Conceito De Currículo
Dadas as particularidades históricas, o currículo assume diferentes e até conflitantes papéis, determinando as funções da própria escola, exigindo flexibilidade para mudanças e transformações da mesma.
Por isso, faz-se necessário que a escola mantenha um currículo coerente com unidade, que tenha sentido como um todo, e suas partes, quaisquer que sejam, apresentem-se conectadas a globalidade.
A idéia de coerência começa como uma visão do currículo como um conceito amplamente concebido, não como um conjunto de partes ou peças separadas que acumulam experiências dos alunos; sendo necessárias transcrições que levem em conta as pessoas para as quais o currículo é planejado, valorizando suas experiências, aspirações e interesses.
Sendo assim, o currículo deve conceber a tentativa de comunicar os princípios e marcos essenciais de um propósito educativo de modo tal que permaneça aberto à discussão crítica, devendo ser translado efetivamente à prática escolar.
O traço mais característico de um currículo é a ação, a trajetória é a caminhada que se constitui com cada grupo, em cada realidade, respeitando a diversidade histórica, sócio-cultural, econômica e religiosa de cada comunidade escolar.
Neste sentido, o currículo deve apresentar-se como algo dinâmico, mutante sujeito a inúmeras influências, focando sempre a compreensão da realidade.
Segundo Moreira e Silva ( 1955,p.7-1) currículo deve ser " considerado como um artefato social e cultural... não é um elemento inocente e neutro de transmissão desinteressada do conhecimento social... está implicado em relações de poder, transmite visões sociais particulares e interessadas... produz identidades individuais e sociais particulares.
Sendo assim, o currículo não se define como um rol de coisas a serem transmitidas e absorvidas com passividade, numa prescritividade única, mas sustenta-se como um terreno produtivo, no qual se cria, produz e recria.
5.7 - Concepção de Sociedade
Em meio a um mundo onde à informação é diversificada e veiculada rapidamente, não é mais é concebível que a escola fique a margem dos novos acontecimentos, numa posição de passividade e de atraso informacional.
O aparecimento da sociedade de informação corresponde a um duplo desafio para a democracia e a educação, e que estes dois aspectos estão intimamente ligados.
O mundo econômico atual reclama cada vez mais qualificações e competências. O mundo científico reclama dotações para a pesquisa e para o ensino superior de alto nível, gerador de jovens pesquisadores. O mundo da cultura e do ensino quer meios para o desenvolvimento da escolarização e da formação geral. Finalmente, as associações de pais querem sempre uma educação de qualidade, isto é, cada vez mais e melhores professores.
As sociedades atuais são pois todas, pouco ou muito, sociedades da informação nas quais o desenvolvimento das tecnologias pode criar um ambiente cultural e educativo suscetível de diversificar as fontes do conhecimento e do saber.
Na atual sociedade, o professor já não pode, com certeza, ser considerado como único detentor de um saber que apenas lhe basta transmitir. Torna-se de algum modo, parceiro de um saber coletivo, que lhe compete organizar situando-se decididamente, na vanguarda do processo de mudança.
5.8 - Concepção de Homem
O homem é um ser plenamente biológico. É na convivência em sociedade, através da cultura, que ele se humaniza. Ele se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura. Não há cultura sem cérebro humano, mas não há mente sem cultura. A mente humana é uma criação que emerge e se afirma na relação cérebro-cultura.
A sociedade atual exige um novo perfil, identificando o homem como um ser que tenha domínio de seu espaço, que saiba conviver em grupo, que seja dinâmico em suas atividades, tanto no mundo do trabalho quanto nas suas relações pessoais.
5.9- Concepção de Escola
A escola é o espaço ideal para o desenvolvimento das relações sociais. É na escola que a criança interage com os grupos de sua idade, cria laços de amizade e convivência.
Além disso, é na escola que a criança aprende a sistematizar o conhecimento que faz parte de seu currículo oculto, onde ela aprende a pesquisar, a descobrir, a procurar formas de desenvolver o seu conhecimento.
5.10 - A Matemática No Ensino Fundamental:
As noções matemáticas são construídas pelas crianças a partir de experiências proporcionadas pelas interações com o meio, pelo contato com outras pessoas e objetos.
Os procedimentos no estudo da matemática não podem ser encarados apenas como aproximação metodológica para a aquisição de um dado conceito, mas como conteúdo que possibilite o desenvolvimento de suas capacidades relacionadas com o saber e o fazer, aplicando os conhecimentos em situações distintas.
Se faz necessário iniciar o ensino da Matemática na sua forma mais atual, isto é, favorecendo sua aplicação e relacionando-a com situações do cotidiano.
Dessa forma, a criança será capaz de desenvolver seu pensamento lógico- matemático.
5.11 - O Ensino Da Educação Física
A educação física é disciplina componente do currículo da escola, com três aulas semanais de 1ª à 8ª série. Entre seus principais objetivos, destacam-se a participação nas atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou sociais.
Além disso, a Educação Física nos mostra freqüentes vezes a dificuldade motora de diversos alunos, que na sua maioria, também apresentam dificuldades de aprendizagem em outras disciplinas, comprovando assim que o desenvolvimento das habilidades motoras contribuem fundamentalmente para o desenvolvimento cognitivo.
A Educação Física também é o momento de integração social, de soltar-se, de compreender as regras da competitividade, de conquistar vitórias através dos jogos, mas também de aprender a enfrentar dificuldades ou derrotas.
5.12 - Linguagem Oral e Escrita:
A linguagem tem caráter social, o processo e o produto pelos quais se dão a interação entre os interlocutores é o texto- enunciado na comunicação verbal de uma dada esfera.
O texto não representa um objeto mudo; é sobretudo, um ato humano e pressupõe um processo de interação pela linguagem.
Portanto, a unidade de ensino deve ser o texto, não mais a palavra ou a frase isolada de seu contexto, o que provoca a ausência de construção do sentido. De acordo com os PCN (1998, p.23 ) , toda a educação comprometida com o exercício da cidadania precisa estar em condições para que o aluno possa desenvolver sua competência discursiva. Um dos aspectos da competência discursiva é o sujeito ser capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações de interlocução oral e escrita. É o que aqui se chama de competência lingüística e estilística.
O professor deve estar atento ao seu espaço escolar a fim de selecionar os gêneros de discurso que já são conhecidos pelos alunos e os que necessitam ser sistematizados.Isso se deve a uma grande variedade de gêneros de discurso que circulam em todas as esferas da sociedade. Saber selecionar é a chave para o trabalho com o texto.
Segundo Barbosa (2000, p. 152-3) , a eleição dos gêneros de discurso como objeto de ensino pode contemplar de maneira mais satisfatória o complexo processo de produção de textos.
Portanto, as aulas de Português devem dar ênfase à leitura, comentário, análise e interpretação de bons textos, oportunizando a tentativa constante de produzir textos bons. A prática constante da leitura e análise conseqüentemente levará o aluno a produzir textos variados e de maior qualidade.
5.13 - Alfabetização

" As crianças aprendem a escrever escrevendo e, para isso lançam mão de vários esquemas: perguntam, imitam, copiam, inventam, combinam... As crianças aprendem um modo de ser leitoras e escritoras porque experimentam a escrita nos seus contextos da utilização (...) Elas usam, praticam a leitura e escritura." (Smolka,1989:110).

A prática pedagógica , neste contexto, apresenta um desafio permanente, um laboratório natural, instigador, que requer constante adaptações e articulações entre o vivido e o aprendido, a pesquisa e a descoberta, o saber, o fazer e o ser no cotidiano escolar.desta maneira a alfabetização deve ser vista como um processo de construção histórica consciente, partindo da valorização da bagagem cultural do aluno, pois o respeito a realidade do aluno leva a considerá-lo como capaz de construir seu conhecimento.
A concepção histórico cultural considera todos capazes de aprender e compreender que as relações sociais estabelecidas pelas crianças, jovens e adultos são fundamentais para a apropriação de conhecimentos.
Partindo dessa proposta, o espaço escolar deve proporcionar a reflexão e exploração de situações cotidianas, atividades lúdicas, práticas significativas de leitura e escrita.
Diante de toda essa fundamentação sobre a alfabetização e seu processo, esta unidade escolar a partir deste ano, foi contemplada na aplicação de um Programa de Alfabetização pelo método metafônico. Método este criado pelo professor João Batista de Oliveira pela fundação Tancredo Neves.
O método matafônico é um processo de alfabetização fundamentada na aquisição do conhecimento da leitura e da escrita através da som da letra é do nome da letra , ou seja , o aluno aprende sobre a consciência fonológica (som das letras) proporcionando assim o desenvolvimento de uma série de requisitos importantíssimos no formação de bons leitores:
" Consciência fonológica- a capacidade de identificar e discriminar sons;
" Consciência fonêmica - a capacidade de identificar sons nas palavras;
" Familiaridade com textos- a capacidade de identificar o que é um texto, uma palavra, usar livros, saber onde começa e termina uma leitura;
" Metalinguagem - o vocabulário usado para falar sobre a língua, os termos usados para conversar sobre adjetivos, frases plural, palavras, sílabas, etc;
" Princípio alfabético - a idéia de que sons específicos podem ser representados por letra específicas ,ou seja, pelo código alfabético;
" Código alfabético - as regras que permitem transformar letras em sons e vice-versa;
" Decodificação - a capacidade de transformar letra em sons (ler) e sons em letras (escrever) . A decodificação depende fundamentalmente da capacidade de analisar e sintetizar letras e sons;
" Análise - a capacidade de decompor uma palavras em sílabas , ltras (morfemas) e sons (fonemas);
" Síntese - a capacidade de juntar sons ou letras para formar sílabas e palavras;
" Fluência - refere-se ao ritmo, velocidade e precisão da leitura;
" Vocabulário - o significado das palavras que compõem a língua e as habilidades para definir o significado apropriado num determinado contexto;
" Compreensão - o sentido de um texto;
" Caligrafia - escrita manual com fluência e legibilidade;
" Metacognição- habilidades e estratégias para aprender a aprender e controlar o próprio processo de aprendizagem.
Para desenvolver todas essas capacidades e habilidades o programa oferece uma série de materias, tais como, o Livro gigante (que contém lindas e ilustrativas histórias, textos), o alfabeto móvel, os crachás de letras, os livros didáticos dos alunos, a coletânea (contendo vários tipos de textos ), os minilivros e os bonecos Alfa e Beto que transformam o aprender de maneira lúdica.
Neste método de ensino, o professor teve capacitação periódica sobre a aplicação dele em sala de aula.
A experiência pedagógica no processo de alfabetização promove bons resultados.

5.14 - O Ensino Da Arte Na Escola
"O professor precisa conhecer a história da arte para poder escolher o que vai ensinar, com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional".(PCN, 1997:64)
A preocupação com o ensino e a aprendizagem em Artes é recente e tem acompanhado as mudanças educacionais, , que caracterizam este começo do século. A arte é um modo privilegiado de conhecimento, de entendimento e de aproximação entre os indivíduos de culturas diversificadas, pois possibilita o reconhecimento de semelhanças e diferenças que se expressam e se confrontam através de diferentes linguagens. Para que ocorra a comunicação através das artes, é preciso que professores e alunos se alfabetizem nessa área, possibilitando a leitura de obras de artes, imagens fixas e móveis que estão presentes com muita intensidade no nosso cotidiano.
Os conceitos e conteúdos de artes devem ser ensinados através de orientações didáticas que alcancem os modos de aprender do aluno e garantam a participação de cada um dentro da sala de aula. Ensinar arte com arte é o caminho no qual acreditamos. Hoje o aluno precisa ser convidado a exercitar-se nas práticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre as imagens.
6 - ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
6.1 - Metodologia
A escola funciona atualmente com Ensino Fundamental de 1ª à 8ª série, em dois turnos. Nas séries iniciais de 1ª à 3ª série, as turmas trabalham com um professor. Na 4ª série, duas professoras dividem as disciplinas, sendo que uma professora trabalha as disciplinas de Matemática e Ciências e a outra trabalha com Português, História e Geografia.
As aulas em cada disciplina são ministradas por professores habilitados em sua área, tornando o trabalho eficiente e qualitativo.
Cada professor tem liberdade de desenvolver projetos de estudo em sua área e isso vem acontecendo com freqüência na rotina escolar da E.E.F.O.M. Os professores contam com amplo material didático e de apoio pedagógico, facilitando seu trabalho e oferecendo aos alunos o acesso às informações.
Percebemos, no entanto, que professores que tem maior número de aulas, ou seja, aqueles que estão diariamente na escola tem maior facilidade em integrar com outras disciplinas projetos de estudo do que outros professores que estão na escola apenas um ou dois dias por semana. Essa integração entre as áreas de conhecimento é um passo importante para o entendimento de que o conhecimento é algo inteiro, sem fragmentação, onde assuntos podem ser explorados amplamente por todas as áreas, sem estabelecer limites.
Os alunos têm horários disponíveis para freqüentar a biblioteca com seus professores e também em horários extras, em situações de pesquisa ou para digitar seus trabalhos.
Além do trabalho de apoio da Bibliotecária, a escola também conta com o trabalho de duas Orientadoras Pedagógicas, uma no período matutino e outra no período vespertino, dando atendimento aos alunos e professores nos aspectos pedagógicos.
A escola oferece a toda comunidade uma sala informatizada (ESPIN), equipada com tecnologia de ponta, possibilitando o desenvolvimento de trabalhos inovadores e diversificados, utilizando a informática como apoio pedagógico, enriquecendo o processo de ensino - aprendizagem e proporcionando a inserção dos educandos ao mundo globalizado, utilizando a Rede Internet para esse fim.
O trabalho realizado nas áreas de conhecimento abrangem uma série de atividades pautadas no pressuposto de que a realidade do aluno é o ponto fundamental a ser considerado no processo de aquisição da língua falada e escrita.
A formação de conceitos acontece através da interação entre professores e alunos. Pelo diálogo, os alunos têm a oportunidade de colocar suas idéias a respeito da realidade e confrontá-las com os conceitos elaborados durante o decorrer da história (conhecimento científico).
A exploração da linguagem em sala de aula, principalmente nas séries iniciais, é muito importante para a formação e enriquecimento do vocabulário, fator fundamental para o enriquecimento também das produções escritas.
As atividades são diversificadas, de modo a tornar o trabalho dentro de cada área de conhecimento muito mais acessível e agradável, proporcionando um aprendizado progressivo.
Realizamos:
- pedagogia de projetos
- trabalhos em multimídia
- dramatizações
- produções de textos
- pesquisas
- leitura de diversificados tipos de literatura
- reportagens
- aulas expositivas
- trabalhos e pesquisas na biblioteca
- jogos
- atividades práticas desportivas
- gincanas
- exposições
- jogos internos
- participação em competições municipais
- intercâmbios com outras escolas da rede municipal
- visitas a pontos turísticos
- trabalhos em parcerias com outras instituições sociais
- passeios recreativos e de cunho pedagógico, entre outras.
Acreditamos que o processo educativo acontece de melhor forma e com qualidade através da participação coletiva, sendo que essa idéia deva ser comum em nossa escola; que o trabalho participativo seja objetivo de todas as áreas do conhecimento.
É claro para nós, que trabalhamos com educação, que cada professor tem sua postura pedagógica. O que objetivamos é que cada um, com suas diversidades, possa contribuir para o crescimento do outro, através da troca de experiências. Não pensamos em ter uma escola onde todos tenham que fazer as mesmas coisas ou pensar e aceitar as mesmas idéias; se temos como objetivo contribuir com a formação do cidadão, naturalmente objetivamos também termos um profissional em nossa escola que contribua da melhor forma possível com esse objetivo, e isso só será possível através de seu trabalho e seu compromisso com a educação.
Para realizarmos o processo de mudança na educação, e na escola, é necessário refletirmos sobre os aspectos pedagógicos, o que está apropriado as nossas perspectivas e o que encontramos de dificuldades.
Os educandos e educadores da E.E.F.O.M. desejam encontrar possibilidades físicas e apoio pedagógico para realizarem seu trabalho. Além dos recursos materiais disponíveis necessitam disponibilizar de recursos humanos que auxiliem e possibilitem a realização de seus projetos .
Pretendemos apoiar a prática de projetos que possibilitem a integração das áreas de conhecimento, desenvolvendo com alunos e com a comunidade, temas que fazem parte da vida cotidiana, como por exemplo, os temas transversais: a prevenção às drogas, saúde, educação sexual e cidadania.
Diante dessa perspectiva de trabalho, os professores desejam conquistar amplo rendimento e aprovação de nossos alunos, reduzindo cada vez mais o índice de repetência e evasão escolar, visto que os temas trabalhados vem de encontro ao interesse dos alunos.
É de grande interesse do grupo de profissionais que aqui trabalham, fazer cada vez mais com que a escola seja um lugar de produção e busca de conhecimento.
Pretendemos equipar cada vez melhor a nossa escola com materiais didático - pedagógicos que tornem nosso trabalho mais eficaz. Para isso, objetivamos adquirir mais computadores para o ESPIN.
Para melhorar a prática esportiva é fundamental a cobertura da quadra de esporte e tornar o acesso à quadra mais seguro.
É necessário também ampliarmos o espaço coberto do pátio, proporcionando melhor atendimento aos alunos nas aulas de Educação Física, durante os dias de chuva. É objetivo também montarmos um espaço adequada para guardar os materiais usados nessa disciplina.
6.2 - Projetos Desenvolvidos
Uma das condições de implantação das novas concepções de educação reside, principalmente, na política de projetos estimulando o trabalho coletivo.
Reconhecemos que trabalhar sob a forma de projetos possibilita à escola criar um arranjo diferente nas dinâmicas de aprendizagem, propondo contatos externos à sala de aula, buscando informações e experiências diferenciadas, superando o conhecimento dos alunos, rompendo limites do ensino tradicional.
Diante da importância de organizar um trabalho didático diferenciado, a escola empenha-se ao máximo, tendo toda a preocupação com o gerenciamento dos projetos, destacando a necessidade de haver um planejamento adequado às propostas, possibilitando uma melhor organização e objetivando um envolvimento mais coletivo, articulando o trabalho de várias áreas de ensino, tendo como finalidade o desenvolvimento de conhecimentos significativos ao aluno.
6.3 - Reuniões Pedagógicas
Além das reuniões pedagógicas que acontecem de acordo com o cronograma elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, os professores, juntamente com direção e orientação pedagógica, participam mensalmente de reuniões de estudo, programadas pela própria escola dentro de seu calendário anual, onde são discutidos assuntos que fazem parte da rotina escolar. Também nestes encontros de estudo são trabalhados textos de interesse dos profissionais da escola para um melhor desenvolvimento da prática pedagógica.
6.4 - Reuniões de Pais
As reuniões para assuntos pedagógicos com os pais acontecem no período noturno. Também são agendadas palestras com assuntos de interesse da comunidade neste horário.
Bimestralmente, convidamos os pais para virem à escola, num encontro que denominamos Plantão Pedagógico, onde os professores atendem individualmente cada pai ou mãe para conversar sobre o desempenho dos alunos neste período. Na oportunidade, entrega-se um relatório que aponta as dificuldades dos alunos em cada disciplina.
6.5 - A Participação dos Pais no Processo Educativo de Seus Filhos
Historicamente, a escola e a família, são instituições que surgem, simultaneamente, ambas destinadas ao cuidado e educação das crianças e jovens. Na verdade, à escola coube a função de educar a juventude na medida em que o tempo e a competência da família eram considerados escassos para o comprometimento de tal tarefa.
A escola então tem como objetivo a sistematização dos conhecimentos necessários ao desenvolvimento de aptidão e potencialidades. Estes então são habilidades distintas dos que são organizados pela família.
Sendo assim, a escola como instituição distinta da família, construí-se aos poucos caracterizando pela transmissão do conhecimento visando uma formação, uma organização voltada ao desenvolvimento físico, moral e menta, dos indivíduos, missão essa impossível para o âmbito doméstico.
Hoje vivemos num outro tempo, bem mais complexo, diverso e inquietante. A escola enfrenta além do desafio frente ao domínio do conhecimento, em permanente e veloz mudança, também o desafio da relação com seus alunos, sejam elas de qualquer idade. As questões disciplinares despontam como um problema para um número relevante de instituições de ensino.
Tanto a família quanto à escola não estão dando conta da complexidade que se refere ao ato de educar. A escola por seus encaminhamentos metodológicos, as práticas pedagógicas existentes, as relações professor e aluno, entre outras. A família por sua vez, culpa-se pelas mazelas impostas pela violência, pela indisciplina e pelo sentimento de desrespeito que ronda jovens e crianças considerando-a demissionária do papel de gerar e gerir os valores indispensáveis a construção da vida social.
Chamar a família às suas responsabilidades morais e formadoras não exclui, em hipótese alguma o papel a ser desempenhado pela escola.
É, portanto, na escola, refletindo sobre o que há para ser ensinado, através da ação do conjunto docente, que a escola poderá encontrar saídas legítimas a superação do problemas morais e éticos que assombram dia-a-dia. Nesse sentido, tanto a escola quanto a família necessitam de uma interação, visando a formação social do educando de forma prazerosa e de qualidade.
Como vemos várias foram as transformações que a família passou durante todo esse tempo. Falar em família hoje, já não nos compete mais falar da estrutura ao qual conhecíamos: pai, mãe e filhos. A estrutura hoje é outra. Podemos dizer que há um grande número de jovens e crianças que não possuem esse padrão de família. Os pais já não exercem a autonomia da família, isso devido a uma série de fatores.
Diante dessas circunstâncias vemos pois que tanto a escola quanto a família devem ser conscientizar da responsabilidades que ambos têm na formação do indivíduo.
A cada dia, acreditamos mais profundamente que a escola e a família precisam interagir, amarrar um compromisso, caminhar em parceria, construir uma relação melhor para cada indivíduo em formação em nossa sociedade.
Sabemos que o processo de educação de um ser ocorre em várias estâncias de sua vida. A educação abrange processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa e nos movimentos sociais.
A escola, por ser uma instituição organizada, possui objetivos que determinam em sua prática pedagógica a construção do saber, do desenvolvimento das potencialidades , da autonomia, do senso crítico. Enfim, a escola estabelece em sua prática uma série de metas a cumprir, sem esquecer que seus educandos provém de outras instituições, especialmente da família.
A família possui um fator determinante na vida escolar de seus filhos. Não esquecendo de que a família é um espaço privado do aluno. A escola é um espaço público, um lugar de diversidade, da diferença entre os elementos. Cabe a família e a escola terem como didática de trabalho a parceria. A parceria importante da família com a escola é no sentido de estimular o educando a se envolver ativamente na vida escolar, a ter curiosidade por aprender e interpretar o mundo.
É desta forma que a prática pedagógica da EEFOM acontece no convívio com a família.
Várias atividades são desenvolvidas no decorrer do ano letivo buscando a parceria no processo educativo dos nossos educandos. Reuniões para entrega de relatórios e boletins avaliativos acontecem bimestralmente, onde os professores podem conversar individualmente com cada pai e mãe que vem à escola para falar sobre seu filho. Atividades de comemorações de dias das mães e pais, onde os alunos os homenageiam, mostrando o que tem de melhor a eles, ou seja, demonstram seu carinho e afeto.
Os pais e familiares também são convidados a prestigiarem amostras e feiras, onde os trabalhos realizados através de projetos são apresentados. Participação ativa nas festas, formaturas que os professores e alunos proporcionam.
Também trabalhamos de maneira dinâmica a campanha lançada pelo Governo Federal sobre o Dia da Família na Escola.
Qualquer problema ou dificuldade que encontramos com algum educando, chamamos a família para em conjunto, trabalharmos com as questões que surgem.
Os pais, em parceria com os professores, com certeza buscam uma qualidade cada vez maior na ampliação do saber, para uma melhor convivência na sociedade.
Enfim é na busca, no dia a dia que a construção do conhecimento, na interação aluno professor, escola e família que caminhamos para uma sociedade mais justa na formação de um indivíduo crítico, sociável e transformador.
6.6 - Avaliação
A avaliação da EEFOM não estará centrada no produto, mas sim no processo, cada ação pedagógica e seus efeitos serão avaliados constantemente por educandos e educadores, importando os avanços e superações dos elementos envolvidos.
Nessa perspectiva, adotamos uma avaliação diagnóstica, democrática, fazendo com que todos participem do processo avaliativo, tomando decisões e conseqüentemente tornando-se comprometidos e responsáveis pela mesma.
Assim sendo, objetivamos ter a avaliação como instrumento de acompanhamento e transformação do processo ensino-aprendizagem, centrados na observação, no registro, na análise, na comunicação e tomada de decisões, possibilitando a escola definir as ações pedagógicas decorrentes dos resultados da avaliação.
Para chegar a um diagnóstico avaliativo o educador da EEFOM utilizará alguns critérios, que visam uma observação global do envolvimento
do aluno no processo escolar. Tais critérios estão contemplados no regimento escolar da escola, aprovado pelo Conselho Municipal de Educação, sendo que a avaliação escolar defini-se como sendo contínua, integral, cumulativa, versátil e cooperativa, considerando a evolução do aluno, sendo o seu desempenho analisado com base numa visão global dos trabalhos realizados.
O ano letivo será dividido em quatro módulos, sendo que o desempenho escolar do aluno será registrado em relatórios e boletins, com o seguinte procedimento:
1º e 3º módulos: relatórios.
2º e 4º módulos: boletins de notas
Cada procedimento avaliativo levará em consideração os seguintes critérios:

a) Dinâmica de grupo - é a capacidade de realizar trabalhos em grupos, com participação, ou seja, divisão de trabalho entre o grupo, onde cada um exercerá sua função em respeito ao grupo, objetivando o bom desempenho do mesmo e da tarefa realizada.
b) Responsabilidade - assumir suas atitudes em relação ao grupo a si mesmo. Cumprimento de prazos na entrega de trabalhos, execução de tarefas e compromissos do grupo com responsabilidade.
c) Solidariedade - é a capacidade de partilhar seus conhecimentos e habilidades com o grupo, interagindo e contribuindo para o crescimento pessoal de cada um e do grupo em si.
d) Participação - a participação e o interesse estão amplamente interligados. O aluno, em sala de aula e fora dela, deverá ser um indivíduo participante, que dê sua contribuição ao grupo, com suas opiniões, sugestões, etc. A participação leva à cidadania.
e) Desempenho - é a forma que o aluno utilizará para resolver seus problemas. O desempenho individual dos alunos será observado nas discussões, na realização das tarefas e provas. Cabe aqui salientar que a preocupação ao analisar este ítem deverá estar voltada ao processo que é desencadeado pelo aluno para resolver as questões e problemas propostos e não tanto pelo resultado final.
O aluno, para ser aprovado, necessita de uma média mínima anual em cada disciplina, obtidas no segundo e quarto módulos, que serão somadas e divididas por dois, sendo que o resultado não poderá ser inferior a 6,0 (seis).

Durante o ano, será oferecida recuperação paralela, objetivando esclarecer dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos alunos, sendo que o trabalho de recuperação se estenderá por todo ano letivo (recuperação paralela), ficando o compromisso do professor em rever as dificuldades dos alunos na medida em que estas surgirem, conforme o artigo 24º , inciso V, letra e da Lei 9.394/96.
A escola adotará a progressão regular parcial, conforme artigo 24, inciso III da Lei 9394/94, observadas as normas do respectivo sisitema de ensino, sendo preservada a seqüência do currículo.
Art. 70º - O aluno que não obtiver aprovação em 1 ou 2 disciplinas poderá participar das aulas das respectivas disciplinas em horário alternativo, prosseguindo com seus estudos regulares no outro horário.
De acordo com a Lei 9394/96, artigo 24, inciso V, alínea C, o aluno que tiver defasagem em idade/série, poderá ser reenquadrado na série seguinte, desde que passe por uma avaliação de desempenho elaborada pelos profissionais do estabelecimento de ensino, e que obtenha resultado satisfatório nesta avaliação.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Fernando José. Projetos e Ambientes Inovadores - Série de Estudos Educação à Distância- MEC

HOFFMANN, Jussara. Pontos e Contrapontos- 2ª edição- Editora Mediação.

HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora- 15ª edição - Editora Mediação.

MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro - 2ª edição - Editora Cortez - São Paulo - ano 2.000.

PROPOSTA CURRICULAR DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE BRUSQUE,SC - ano 2003.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS - INTRODUÇÃO.

RELATÓRIO PARA A UNESCO DA COMISSÃO INTERNACIONAL SOBRE A EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI - Educação, um Tesouro a Descobrir - 4ª edição - Editora Cortez - São Paulo - ano 2.000.

ROMEIRO, Alice. Um Olhar Sobre a Escola - Série de Estudos/ Educação à Distância.

SMOLKA, Ana Luiza. A criança na fase inicial da escrita: Alfabetização como um processo discursivo. São Paulo: Cortez, 1989.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos- Superação da Lógica Classificatória e Escludente da Avaliação - 2ª edição- Cadernos Pedagógicos do Libertad.

 
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