GESTÃO DA EDUCAÇÃO E A UNIDADE NA DIVERSIDADE
MANAGEMENT OF EDUCATION AND THE UNITY IN THE DIVERSITY
Janete Adriano Küpper
 
RESUMO

Somos seres únicos atuando numa diversidade de culturas, precisamos ser éticos e competentes para desempenhar este difícil papel: articulador de aprendizagens. Para alcançarmos essa unidade na diversidade, precisamos construir uma teia onde a ética, a partilha e a autonomia devem ser os fios de sustentação para uma gestão escolar que tem como base a humanização e a valorização do educador e do educando como seres únicos interagindo nesta diversidade de culturas e valores éticos.

Palavras-chave: Autonomia; Ética; Gestão.

ABSTRACT

We are unique beings acting in a diversity of cultures, we ought to be ethical and competent to perform this difficult role: articulator of learnings. To reach this unity in the diversity, we have to build a (cobweb) network where ethics, sharing and autonomy must be the support for a scholar management which is based on the humanization and appreciation of both the educator and learned as unique beings interacting in this diversity of cultures and ethical values.

Key-words: autonomy; ethics; management


1 - INTRODUÇÃO

Na sociedade globalizada, observa-se cada vez mais a unificação das culturas, ou seja sua massificação. Onde as grandes potências tentam impor aos países em desenvolvimento sua cultura. Esses países buscam sua valorização, mantendo a unidade em meio à diversidade. Com a unificação cultural, perdem parte das suas identidades, tornando-se submissos e inferiores. Pode-se exemplificar da seguinte forma: em uma orquestra, quanto melhor à música a ser apresentada, mais cada componente da orquestra deverá tocar seu instrumento, valorizando os diferentes sons na construção de uma mesma música. Na sociedade, cada país deve ter seu espaço, enriquecendo o planeta com suas diferenças culturais, construindo uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos.

A globalização que reforça o mando de minorias poderosas e esmigalha e pulveriza a presença impotente dos dependentes, fazendo-os ainda mais impotentes, é destino dado. Em face dela não há outra saída senão que cada um baixe a cabeça docilmente e agradeça a Deus porque ainda está vivo. Agradeça a Deus ou à própria globalização. Sempre recusei os fatalismos. Prefiro a rebeldia que me confirma como gente e que jamais deixou de provar que o ser humano é maior do que os mecanicismos que o minimizam. (FREIRE, 1998, p.130)

Paulo Freire nos deixa uma mensagem importante, precisamos lutar contras as injustiças existentes em nossa sociedade, pois temos um compromisso ético enquanto educadores e seres humanos de denunciar à opressão.
As pessoas são seres únicos, com uma bagagem cultural e intelectual também única, ao se tornarem submissas, perdem esta identidade que as valoriza enquanto ser humano e perdem o verdadeiro sentido de suas vidas, passando a reproduzir valores que não lhes pertencem. Seria o mesmo que ouvir uma música de um CD pirata e um CD normal, o CD pirata perde sua essência, qualidade na reprodução da música, enquanto o normal mantém sua qualidade mesmo depois de alguns anos de uso.
O educador no seu dia-a-dia tem um importante papel, imprescindível à educação voltado para a autonomia e a valorização da diversidade, a formação de cidadãos éticos e autônomos. Uma educação fundada na ética, na partilha, no respeito à dignidade e na própria autonomia do educando deve ser uma busca diária do educador. É preciso ser coerente, o discurso competente deve vir acompanhado da ação pedagógica. De nada adianta um discurso de autonomia e valorização do outro, se o discurso não condiz com a prática. Neste contexto de globalização, é preciso estar atento para os discursos que visam estimular o individualismo e a competitividade. Na convivência com os alunos (sujeitos sócios históricos) e na postura que o educador assume perante os mesmos, é que vai lhe permitir falar do respeito à dignidade e autonomia.
"É neste sentido que reinsisto, em que formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas." (FREIRE, 1998, p.15)
Para isso, um projeto político pedagógico (PPP) discutido e elaborado de acordo com os anseios de sua comunidade escolar pais, alunos e professores torna-se um instrumento importante e significativo na busca da autonomia e da ética no ambiente escolar.
Autonomia que em grande parte precisa ser conquistada com competência e partilha na execução das atividades. Professores e gestores (diretores e coordenadores pedagógicos), muitas vezes ficam de lados diferentes, medindo forças em determinadas decisões, quando precisam uni-las. Uma escola só caminha, quando possui unidade.
O gestor escolar tem a função de ser o articulador das atividades escolares para a construção de um PPP significativo para a sua realidade. Tarefa árdua para uma só pessoa, não para uma equipe. Existe um velho ditado que pode ser aplicado nestes casos que diz o seguinte: "várias cabeças pensam melhor que uma só". Quanto mais o diretor centralizar em si as decisões, mais os problemas irão se acumular e se tornar difícil à resolução dos mesmos. A autonomia e a solidariedade devem estar presentes na gestão escolar, como fios que sustentam e formam a teia da vida no ambiente escolar. Eles articulam com a gestão escolar o caminhar na busca de numa educação ética e autônoma.

2 - GESTÃO ESCOLAR

Vivemos num mundo de guerras, violências contra o ser humano. Vivemos num mundo onde exclusão social não é mais solucionável. Tem-se hoje a necessidade constante de aprender para continuar qualificado para o seu emprego.
"Todo mundo deverá estar aprendendo por toda a vida", diz ASSMANN (1998, p.35).
Uma problemática bem atual, refere-se a tensão entre os deveres da humanidade como um todo e os deveres e responsabilidades de cada um de nós.
Falar sobre educação hoje é colocar em discussão o papel da escola, e o P.P.P. ali construído. O aspecto mais importante da crise escolar atual é que todos concordam com a necessidade de se fazer mudanças estruturais que atinjam a totalidade das relações pedagógicas. É necessário reinventar a escola com base em um novo paradigma.
"É preciso gestar um novo projeto político pedagógico para a ação educativa escolar, uma vez que o modelo conceitual que sustenta a organização e a dinâmica da escola brasileira esgota-se hoje, pelo seu distanciamento da realidade socioeconômico e cultural, tornando o processo de ensino inadequado até mesmo para a reprodução da ordem social. A própria perspectiva conservadora, defendida pelas posturas chamadas neoliberais, exige, no nível do desenvolvimento alcançado pela tecnologia, um novo tipo de trabalhador". (SANTIAGO, 1990, p.157)

Se a escola precisa se reestruturar, por onde devemos começar?
Parece-nos, que é pela humanização da educação. Paulo Freire já falava na realidade pouco humana, desumana em que mestres e a infância reproduzem sua existência. Na necessidade em valorizarmos o profissional de educação, pois ele é e sempre será uma peça fundamental neste processo. Ele está em contato direto com o aluno. Enquanto este profissional não estiver consciente da sua importância no processo de formação de seus alunos, que ele deve ser o primeiro, a ir a busca de novos paradigmas na educação, muito pouca coisa teremos de sucesso. Porém, precisamos investir nesses profissionais, valoriza-los com políticas concretas, tornar atraente a carreira, motivando os melhores profissionais a querer exercer a carreira e não abandona-la como vem acontecendo. Aprovar um plano de carreira, salário digno, formação continuada, condições de trabalho dignas, acesso às modernas tecnologias. Dessa forma estaremos honrando seu compromisso com a educação e teremos como resposta o compromisso ético-profissional dos docentes. O educador precisa refletir sua prática diária para poder formar alunos reflexivos.
Necessitamos formar hoje alunos que saibam refletir suas práticas, que sejam:
a) em primeiro lugar, leitores e escritores do mundo onde vivem;
b) pessoas que saibam trabalhar em grupo - partilhar e respeitar o outro;
c) principalmente que busquem sua auto-formação.
Se conseguirmos estes três itens, estaremos com certeza muito perto de atender as competências necessárias para o pleno desenvolvimento do ser humano.
O trabalho em equipe, a autonomia e a solidariedade devem também estar presentes no dia-a dia escolar.
"Se sei que o meu próximo é igual a mim, eu não o mato, não o destruo, não deixo que seja pobre, não deixo que tenha fome." (TORO, 2002, p. 47).

Arroyo, faz uma reflexão e também crítica aos gestores dos órgãos públicos, que deveriam ter sua gestão voltada aos excluídos pela sociedade, mas que, na verdade vem atendendo na maioria das vezes, interesses políticos.
"Por que apenas a escola tem de ser democrática, incorporar a participação das famílias, das comunidades, dos amigos da escola e os órgãos gestores ficarem intocados? O Estado e seus órgãos de direção e controle têm de ser democratizados. A relação do Estado com a sociedade, e dos órgãos e equipes técnicas com as escolas pode ser também democrática." (ARROYO, 2000, p.224)


Desta forma, constatamos que não apenas a gestão da escola deve ser autônoma e solidária, mas toda a gestão escolar, desde as secretarias municipais e estaduais até o próprio MEC no seu destino de recursos. Criar coletivamente uma nova cultura de gestão do público pode ser anseio de propostas políticas pedagógicas de escolas em todo país, com o encaminhamento das verbas de educação diretamente para as APPs das escolas.
Desde a Lei nº 5692, o ofício de gestor que tinha como referência o professor, acabou dividindo-se em duas categorias: técnicos da educação e professores. Com esta ruptura, a educação perdeu em qualidade, pois em vez de um profissional com experiência na escola, muitas vezes quem vem como gestor da escola é um político, que conhece pouco o dia-a-dia escolar.
O depoimento de um gestor nos diz o seguinte:
"O gestor escolar deve ser um articulador, respeitar as pessoas delegando funções e confiando no potencial das pessoas que serão suas parceiras de trabalho. O gestor deve ser democrático, autêntico. Ele não deve perder de vista as metas de sua escola e trabalhar para que o processo ocorra normalmente. O gestor precisa saber respeitar e ouvir o desejo de todos. Tomar decisões e buscar o grupo para decidir e assumir com ele, todas as responsabilidades que podem ser divididas.
Os maiores desafios do gestor hoje são:
a) falta de tempo para envolver-se com todos e tudo;
b) o medo da mudança e suas conseqüências;
c) delegar funções - acreditar na equipe;
d) lidar com os problemas do dia a dia, desde a merenda até a higiene, limpeza da escola, alunos, professores, etc."

Entender o funcionamento dos vários setores da escola é uma das grandes habilidades do gestor.

3 - A AUTONOMIA DA ESCOLA

A autonomia é uma das palavras mais citadas nos planos de gestão escolar. É necessário que se reflita sobre o conceito de autonomia. A autonomia não pode ser entendida como transferência financeira, mas como capacidade de agir independentemente do sistema. Muitas vezes, os mesmos órgãos que dizem querer autonomia nas escolas decretam eleições diretas para diretores, mas as verbas para a auto-gestão acabam por cercear a prática desta autonomia com normas e regulamentos burocráticos.
A respeito da eleição direta para diretor e não a tradicional indicação política, teve resultados comprobatórios demonstrando que a eleição sozinha não democratiza, mas sim o que ela representaria como parte de um processo participativo global, do qual ela é apenas um momento significativo.
Conforme analisado por PARO (1997, p.30):
A aspiração de que com a introdução da eleição, as relações na escola se dariam de forma harmoniosa e de que as práticas clientelistas desapareceriam, mostrou-se ingênua e irrealista, posto que a eleição de diretores, como todo instrumento de democracia, não garante o desaparecimento de conflitos. Constitui apenas uma forma de permitir que eles venham à tona e estejam ao alcance da ação de pessoas e grupos para resolve-los.

Portanto, trata-se de uma área que muito temos para aprender: como eleger o melhor e mais competente profissional disponível para o cargo? como superar interesses individuais e de grupos isolados, para manter a mobilização em torno da qualidade da educação na escola?
Autonomia no contexto da educação, consiste na ampliação do espaço de decisão, voltada para o fortalecimento da escola como organização social comprometida reciprocamente com a sociedade, tendo como objetivo a melhoria da qualidade do ensino. Portanto, a autonomia política é mais importante que a financeira, pois permite à capacidade de tomar decisões compartilhadas e comprometidas para a resolução dos problemas e desafios educacionais, assumindo a responsabilidade pelos resultados dessas ações.
Não há modelos para o exercício da autonomia, em vista do que, em cada escola e em cada momento de sua história, ela se expressa de uma forma. A autonomia tem várias dimensões: a financeira, a política, a administrativa e a pedagógica. Trata-se de eixos que deve-se desenvolver concomitantemente, de modo interdependente e a se reforçarem reciprocamente.

Essa autonomia se constrói com autoridade, isto é, com sentido de autoridade competente. Trata-se de uma autoridade intelectual (conceitual e técnica), política (capacidade de liderar) e técnica (capacidade de produzir resultados e monitorá-los). Assim como uma cadeira de quatro pernas, sem um delas perderia sua função, do mesmo modo, a falta de equilíbrio no desenvolvimento da autonomia da escola, prejudica a realização de sua função. (LÜCK, 2000, p.25)

Com esse movimento de aumento da competência e autonomia da escola exige maior competência da gestão, em vista da formação de gestores escolares passa a ser uma necessidade e um desafio para os sistemas de ensino. Recaem, portanto, sobre os sistemas de ensino a tarefa e a responsabilidade de promover, organizar e até mesmo, como acontece em muitos casos, realizar cursos de capacitação para a preparação de diretores escolares.
"Essa responsabilidade se torna mais marcante quando se evidencia a necessidade de formação contínua, complementarmente à formação inicial." (MACHADO, 1999, p.103)

O trabalho de gestão exige, pois o exercício de múltiplas competências específicas. Que conhecimento o gestor de escola necessita para exercer bem sua missão? Não existem respostas fáceis para esta questão, pois com a eleição, a questão da formação e do conhecimento fica relegado a um segundo plano, e o conhecimento gerado na prática precisa ser constantemente construído, pois as pessoas mudam, causando uma descontinuidade no processo.

4 - ÉTICA E SOLIDARIEDADE

A Ética diz respeito à realização do homem como homem. Ora, a auto-realização é inseparável da hétero-realização (realização do outro). Quem ama os outros também ama a si mesmo.
A ética é uma área da filosofia que estuda os valores morais. O homem é um ser moral. Se ele é um ser no mundo, também só se realiza na coexistência, naturalmente têm que existir regras que coordenem e equilibrem essa relação.
TARKOVSKI apud TELES (1996, p.24),um cineasta e poeta russo, diz:

A experiência do autoconhecimento e moral representa para cada um o único objetivo da vida e, em termos subjetivos, ela é vivenciada, a cada vez, como algo novo. O homem está eternamente estabelecendo uma correlação entre si mesmo e o mundo, atormentado pelo anseio de atingir um ideal que ele percebe como um tipo de princípio fundamental, sentido intuitivamente. Na inatingibilidade de tal fusão, na insuficiência do seu próprio eu encontra-se a fonte perpétua de dor e da insatisfação humana.

O reconhecimento dos outros homens é o principal motivador da conduta individual.
A solidariedade é um fato - ainda que não muito reconhecido e compreendido, pela sociedade e deve se tornar também um imperativo ético. O conceito solidariedade pode ser visto de dois ângulos distintos: como um fato e uma necessidade de interdependência na vida social, um conceito associado à coesão social. Para ASSMANN (2000, p. 75):
"a atual forma de gerenciamento da economia pautada no conhecimento está gerando uma exclusão social que está comprometendo a própria capacidade da sociedade de se manter coesa e se reproduzir como uma sociedade".

O segundo sentido de solidariedade apresentado nos PCNs é mais normativo ou propositivo. É um chamado à superação da exclusão e da segmentação sociais através de uma educação que contribua para a aprendizagem de competências de caráter geral e que leve as pessoas a praticarem a solidariedade. Neste aspecto, a solidariedade é vista como uma atitude capaz de respeitar as diferenças e se interessar pelos problemas da coletividade, principalmente dos que estão sofrendo mais com a situação.

5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

A humanização da educação se faz presente em nossos dias, precisamos de uma virada da educação para formas de conhecimento e de comportamento mais ético. ASSMANN apud CHARDIN (2000, p.226) diz a seguinte frase: "O progresso de uma civilização se mede pelo aumento da sensibilidade para o outro."
A solidariedade precisa tornar-se objeto de desejo das pessoas, pois desta forma estaremos apostando num futuro socialmente mais justo para todos. A sensibilidade do ser humano precisa ser a principal meta deste novo educar.
Chega de lamúrias e descaminhos na educação, vamos arregaçar as mangas e construir uma escola, onde haja lugar para todos, onde educador e aluno sejam companheiros na construção e reconstrução de conhecimento. Onde o professor recupere sua imagem de educador e não mero repassador de conteúdos, seja respeitado e que saiba respeitar.
"Não pode fazer o bem aos outros quem não está de bem com a própria vida; não pode melhorar o mundo quem não sabe como começar a amá-lo assim como ele é." (ASSMANN, 2000, p.19)

A educação é vista como uma prática comprometida com a construção e a emancipação sócio-histórica das pessoas e com a sua humanização. A globalização uniformizadora, dominação e opressão, características da sociedade vigente a impostura anti-ética da divinização do mercado, e a privatização do saber produzem a barbárie e a exclusão social, o terrorismo de grupos e de estado.
Reinventar a educação, o sonho, a alegria, na construção do novo, da parceria e da ética (solidariedade).


6 - REFERÊNCIAS

ARROYO, Miguel. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis (RJ): Vozes, 2000.

ASSMANN, Hugo; SUNG, J. M. Competência e sensibilidade solidária: educar para a esperança. Petrópolis: Vozes, 2000.

ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação. 2. ed. Piracicaba: Unimep, 1998.

CHARDIN, Teilhard. O papel cognitivo e social da sensibilidade. In: ASSMANN, Hugo; SUNG, J. M. Competência e sensibilidade solidária educar para a esperança. Petrópolis: Vozes, 2000. Cap. 7.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1988.

FRANCO, Divaldo Pereira. Valores éticos e estéticos. In: TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para jovens: uma iniciação à filosofia. 8. ed. Petrópolis (RJ): Vozes,1996.

LÜCK, Heloisa. A evolução da gestão educacional, a partir de mudança paradigmática. Disponível em:<http://www.novaescola.com.br> Acesso em: 15 nov. 2000.

MACHADO, A. L. Gestão educacional: tendências e perspectivas. São Paulo: Cenpec,1999.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 2000.
PARO, Vítor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 1997.

SANTIAGO, Anna Rosa F. Projeto pedagógico, cultura popular e compromisso político. Contexto & Educação, ano 5, n.º 18, Ijuí, 1990.

TORO, Bernardo. Precisamos de cidadãos do mundo. Revista Nova Escola, n.º 149, São Paulo: Abril, 2002.

                                                                                                                                          
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