A Arte de ser Mãe
A figura materna no universo da criança e, consequentemente, no cotidiano escolar é permanente. Além do aspecto prático, operacional é necessário considerar também o aspecto subjetivo que a representação social reporta a esse personagem. São as mães que conduzem a passagem do sujeito do universo privado ao público, que estruturam significados e constroem referências que acompanham os indivíduos.
Na ocidentalidade a organização econômica do último século apropriou-se do significado e da importância que as mães possuem para a sociedade de forma geral, criando o hábito da celebração do dia das mães no segundo domingo do mês de maio, com troca de presentes e forte apelo comercial.
Cabe à escola como espaço de reflexão e crescimento humano, mediar as duas faces desse símbolo chamado mãe: de um lado a figura estruturante de valores subjetivos e de outro o interesse de mercado, que reflete o tempo que vive o aluno.
Comemorar o dia das mães é reconhecer esse momento como espaço privilegiado de atividades que permitam análise crítica, e também envolvam valores como: carinho, amor, respeito, justiça social, igualdade fraternidade, etc. dentro das escolas.
Com base na justificativa acima o segundo ano A, da escola Georgina, desenvolveu durante quinze dias o projeto A ARTE DE SER MÃE, envolvendo os alunos e suas mamães em tudo o que desenvolvíamos na sala e também em casa.
Passando pela calçada da mãe estrela, as produções artísticas e textuais, baseados no livro se as coisas fossem mães, as análises de folhetos de propaganda comercial, que foram lidas e comentadas em sala. E ainda, a paródia baseada na música era uma casa, que depois foram apresentadas para as mães na manhã dedicada a elas, junto com os demais colegas de outras turmas.
As mães estavam orgulhosas de verem seus filhos apresentando com simplicidade e carinho, o que fora desenvolvido em sala, valorizando cada palavra que pronunciavam ou a paródia que foi cantada como uma declaração de amor para as elas.
Brusque, 10/05/10 - n098/2010


